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Villas-Boas e a polémica dos bilhetes: «Vou colocar-me assistente do processo»

Foto: Ricardo Junior
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Medida a adotar caso venha a vencer as eleições do FC Porto, a 27 de abril

Em Argoncilhe, no concelho de Santa Maria da Feira, André Villas-Boas garantiu que não quer "acabar com os Grupos Organizados de Adeptos", mas pretende saber em detalhe o sucedido no âmbito da polémica dos bilhetes, assegurando que, caso vença as eleições, irá colocar-se como assistente no processo.

"Não quero acabar com os GOA. Quero saber em profundidade porque saíram 'x' número de bilhetes que deviam ter dado 'x' milhares de euros e eles não vieram. Vou colocar-me assistente do processo que está em curso, enquanto direção, para perceber o que aconteceu ao dinheiro", apontou.

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"O que se passa relativamente às claques, principalmente um dos GOA, é que teve acesso indevido a quantidades enormes de bilhetes e a mesma acabou por transacionar esses bilhetes em detrimento de bilhetes que podiam ter sido cedidos a casas e associados. Foi por isso que os associados se revoltaram. Há muitas pessoas, que em muitos cenários fizeram filas enormes para ter acesso aos bilhetes e viram elementos da claque irem buscar maços de bilhetes sem estar na fila. É uma queixa regular", disse Villas-Boas.

O candidato pretende "sentar-se" com as claques do FC Porto, pois diz "respeitar em absoluto" o movimento das claques, no entanto assegura que irá "cortar o que passar do limite da razoabilidade".

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"Os outros associados não são beneficiados porque as claques têm acesso privilegiado aos bilhetes. Casas e associados revoltaram-se por causa disso. Casas tiveram que comprar bilhetes a elementos de claque… tudo cenários que estavam a acontecer. Trata-se de igualar privilégios. Respeito em absoluto o movimento das claques, o movimento de ir cantar para o estádio, enquanto miúdo também ia para a superior sul… Mas os outros associados também têm esse amor profundo, não é preciso estar na claque para ter esse amor profundo. O que querem é acesso igual aos bilhetes, coisa que não aconteceu nos últimos anos. Vou sentar-me com as claques, mas o que passar do limite da razoabilidade, vou cortar", concluiu.

Por José Miguel Machado
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