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André Villas-Boas está na casa do FC Porto de Argoncilhe, em mais uma sessão de esclarecimento junto de sócios portistas. Perante a intervenção de um associado, que disse ter um amigo que duvida de Villas-Boas por ter tido vários clubes como treinador, por ter estado nos ralis e agora querer ser presidente, o candidato às eleições portistas reagiu com "amor e paixão", puxando dos galões da sua carreira de treinador.
"Eu saio de uma carreira absolutamente estável como treinador. Venho para o FC Porto por amor e paixão. Tenho 46 anos, estive nos melhores clubes do mundo e sou dos treinadores mais reconhecidos no Mundo. Tens de perguntar ao teu amigo se acha que algum treinador de futebol, a meio de uma carreira destas, alguma vez sairia da sua carreira para ser presidente do seu clube do coração", disse André Villas-Boas, que abordou também o peso de Pinto da Costa no seu portismo.
"Nasci em 1977, presidente foi eleito em 1982, é com cinco anos que começo a ter noção do meu amor pelo FC Porto. O crescimento do meu portismo está intimamente ligado com a presidência de Pinto da Costa, não tenho feito outra coisa que não respeitar o seu legado. Não preciso de o garantir perante vocês, sabem que não sou esse tipo de pessoas, que vai chegar ao Dragão e apagar as memórias de Pinto da Costa do seu museu", afirmou.
Igualar Pinto da Costa?
"O FC Porto na sua essência é um clube desportivo, a experiência de Pinto da Costa era de chefe de secção antes de ser presidente, no meu caso é ser um ex-treinador de futebol, associado há mais de 40 anos e com larga experiência profissional. Antes de ser treinador da equipa principal fui treinador na formação, fui observador, tenho uma vida ligada à parte desportiva do clube. Essas são as minhas valências. Para alguém que está tão vinculado à parte desportiva, o projeto desportivo é algo que eu sinto de forma especial. Se alguma vez conseguir igualar o presidente mais titulado do mundo seria muito bom para todos os adeptos do FC Porto", atirou.
Por José Miguel Machado