Vítor Baía nos trezentos

Vítor Baía nos trezentos
• Foto: José Moreira

Mais um momento marcante na já longa carreira de Vítor Baía. O mítico guardião do FC Porto alcança o jogo número 300 na SuperLiga, no próximo domingo, quando os dragões defrontarem o Santa Clara, nos Açores.

Uma marca histórica na carreira do guarda-redes mais internacional do futebol português, que só por duas temporadas deixou as Antas, numa aventura que o levou até Barcelona. O resto da sua vida como jogador profissional foi passado ao serviço dos dragões, onde enriqueceu de forma significativa o seu vasto palmarés.

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No entanto, a sua carreira não tem sido um mar de rosas. As constantes lesões no joelho direito impediram-no de defender a baliza dos azuis e brancos na época 2000/01 e condicionaram a temporada seguinte.

Depois de totalmente debelados os problemas físicos, Baía começou esta época como titular, mas um desentendimento com o técnico José Mourinho acabou por atirá-lo para fora, não só da equipa, como até das instalações do seu clube do coração. Isto na sequência de um processo disciplinar.

Tudo se resolveu e Baía voltou à baliza. Com a confiança readquirida, o guardião esteve 472 minutos sem sofrer golos em jogos oficiais.

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Capucho - 350 jogos

O facto de Capucho ter começado no banco, contra a Académica, ajudou a que passasse despercebida a efeméride confirmada pela sua entrada em campo. O extremo dos dragões tomou parte no seu jogo 350 na SuperLiga.

Ainda com prazo de validade suficiente para fazer mais um bom número de encontros, Nuno Capucho não está a passar por uma das melhores fases da sua carreira. A concorrência poderá até aumentar em breve, mas a qualidade técnica do homem que dinamizou o flanco direito dos dragões nas últimas temporadas ainda lhe deixa margem para ter uma palavra a dizer na questão da titularidade.

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A sua carreira na principal prova do futebol português é longa e preenchida, como indicia o elevado número de jogos disputados. Deu os primeiros passos no clube da sua terra, o Gil Vicente, lançado por Rodolfo Reis. Era pretendido pelo FC Porto, mas os responsáveis dos galos decidiram negociá-lo para Alvalade. Dali, rumou para Guimarães, até que se concretizou o seu destino de envergar a camisola azul e branca. A sua importância na equipa raramente foi colocada em causa, embora por vezes tenha dividido opiniões a sua forma de encarar a competição.

Jorge Costa - 248 jogos

O próximo dragão a atingir uma marca histórica será Jorge Costa. O defesa-central totaliza 248 encontros na SuperLiga, pelo que, se tudo correr dentro da normalidade, atingirá a barreira dos 250 jogos na 14ª jornada, contra o Paços de Ferreira.

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Apesar de ser quatro meses mais velho do que Capucho, salta à vista a diferença de cem jogos em relação ao extremo. Uma situação provocada pelos contratempos que o capitão dos dragões teve de superar ao longo da sua carreira. As três lesões graves no joelho somaram-se à grande qualidade do leque de centrais do FC Porto para limitar as suas actuações na fase inicial da carreira. A sua estreia na SuperLiga, curiosamente, deu-se contra o FC Porto, mas quando envergava a camisola do Penafiel a título de empréstimo, sendo treinado por Joaquim Teixeira.

Esta temporada, Jorge Costa regressou após a cedência ao Charlton e conquistou a confiança de José Mourinho, formando, com Pedro Emanuel, uma dupla elogiada.

Restrito grupo dos dinossauros

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Chegar às três centenas de jogos na SuperLiga não está ao alcance de qualquer um. Por isso mesmo, Vítor Baía é o décimo jogador a entrar nesse restrito lote de verdadeiros dinossauros que alinham no nosso campeonato. A lista é liderada pelo médio Tuck, do Belenenses, com 394 jogos, seguido de muito perto pelo seu companheiro de equipa Filgueira. Outro jogador do FC Porto que integra este selecto clube é Secretário, que soma actualmente 329 partidas na SuperLiga.

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