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É o fim de um ciclo de três temporadas com Tiago Margarido à frente da equipa do Nacional. O presidente Rui Alves confirmou o que o técnico já tinha anunciado aos jornalistas durante a tarde, após uma reunião que decorreu na sede do clube.
“Havia a intenção de manter o Tiago Margarido, mas temos de pensar que há momentos em que os objetivos de carreira já não cabem nos limites que o nosso clube tem. Quando assim é, só temos de nos sentir extremamente felizes por fazermos parte de uma carreira que se pretende que seja em crescendo”, afirmou o dirigente.
Quanto ao possível sucessor, Rui Alves remeteu a decisão para daqui a uns dias. “Seria mau se já tivesse pensado em alguém antes de reunir com o míster. Não é uma coisa que me preocupe muito, sabendo que talvez ainda esta semana se possa encontrar o seu sucessor”, revelou, acrescentando: “O perfil é exatamente o mesmo do treinador que sai e dos que saíram antes pois o Nacional é, talvez, dos clubes em Portugal que tem menos treinadores por década."
Confrontado com o nome de Custódio Castro, o líder dos madeirenses foi evasivo e até lançou um nome que já passou por Portugal... há umas décadas. “Todos os treinadores que estão livres podem enquadrar-se, até o José António Camacho”, afirmou.
Quanto ao plantel para 2026/27, Rui Alves não se mostrou preocupado e garantiu que está a trabalhar na sua construção. “Não muda nada em relação ao que acontece todos os anos no clube. Vão acontecer saídas, uns por fim de contrato, outros que não renovam e outros porque se fez a sua venda. Não há nada de novo”, vincou, confirmando que pretende manter três jogadores. "Vocês já anunciaram a intenção do Nacional renovar com o Paulinho Bóia, em final de contrato por empréstimo, e temos interesse em chegar a um acordo com os clubes que detêm os direitos do Kaique e do Alan Nuñez. Vamos trabalhar nesse sentido em conjunto com os clubes para ver se encontramos uma solução para que se possam manter entre nós", garantiu.
Chucho Ramírez, o goleador da equipa, tem mais um ano de contrato com os nacionalistas e Rui Alves não vai fechar a porta ao desejo manifestado pelo internacional venezuelano em partir para outros voos. “O Chucho Ramírez enquadra-se na mesma lógica do nosso treinador. São etapas de uma carreira em que ficamos muito felizes por fazer parte e eles marcam de algum modo a história e grandeza no Nacional enquanto instituição desportiva e, neste caso, da 1ª Liga. Temos de encarar isso com naturalidade, esperando que o valor que se encontre para essa transferência corresponda aos equilíbrios de carreira do atleta e da posição do Nacional na parte económica”, explicou.
Ainda sobre o avançado, Rui Alves revelou uma novidade. “Em janeiro recebemos uma proposta da MLS para a saída do Chucho. Mas isso é pouco relevante, o que interessa é que o jogador revelou ter condições para jogar num outro patamar e num clube que lhe proporcione outro tipo de objetivos. Quando assim é faz parte do processo”, admitiu.
O guarda-redes Lucas França revelou que se encontrava de saída pois não tem contrato com os alvinegros e estava desiludido com o tratamento que teve ao longo da temporada. “O Lucas França tem contrato com o Nacional, mas foi-lhe transmitido que poderá sair. Como em todas profissões, há pessoas que desempenham bem as suas funções e outras não. O Lucas França tem contrato e isso é público na Liga, mas foi-lhe transmitido, porque é uma posição muito particular, que se for seu desejo sair, o Nacional não vai colocar qualquer obstáculo e dará a rescisão. Não há aqui nenhuma novela a alimentar com o senhor Lucas França”, garantiu o presidente.
Depois de um dia longo de conversas com os diversos jogadores do plantel e com Tiago Margarido, Rui Alves revelou que o capitão João Aurélio foi convidado para continuar no clube, mas com outras funções. “O nosso capitão tem um desafio entre mãos. Há uma promessa de confidencialidade e, quando houver alguma novidade, terão a oportunidade de saber na hora”, referiu.