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A rivalidade de outros tempos está esbatida, mas nem assim um jogo entre o Rio Ave e o Varzim deixa de ter um sabor especial. A altura, de Verão, é que não foi propícia a uma enchente no reduto dos vila-condenses, que não apresentaria muito mais de mil espectadores.
A festa de apresentação do grupo de trabalho do Rio Ave foi singela, e o jogo, ainda que interessante, só na segunda parte teve alguma da tensão característica de um "derby". As picardias surgiram e houve quem se excedesse na refrega. A fava saiu a Emanuel, um atleta que, curiosamente, se notabilizou ao serviço do Rio Ave, sendo depois transferido para o Boavista por uma boa maquia.
Agora no Varzim, clube onde tinha actuado até aos juvenis, viu como o árbitro Pedro Estela ordenou a sua substituição para evitar a amostragem de um cartão vermelho após mais uma entrada arrepiante, dessa vez sobre Saulo.
Afinados
Para o Rio Ave, a época oficial podia começar já amanhã. Carlos Brito preservou intacta a qualidade de jogo da época passada, mas enriqueceu-a com a acutilância que faltava no coração da área. Gaúcho abriu o activo com um chapéu executado de cabeça.
Saulo, mesmo não sendo um ponta-de-lança, mostrou serviço com dois golos. De pouco valeu, do outro lado, o esforço do central Bruno, que reduziu a diferença e ainda deu a ideia de que o Varzim poderia discutir o resultado. Uma ilusão que durou pouco.
A equipa de Abílio Novais transmite boas sensações no domínio da bola, mas falta-lhe rapidez. Um capítulo que o Rio Ave domina através dos seus mortíferos contra-ataques.