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Carlos Vicens e o jogo com o FC Porto: «Muita coisa vai depender do nosso nível de acerto»

Carlos Vicens satisfeito após vitória e apuramento para os quartos-de-final da Liga Europa
• Foto: Hugo Monteiro

Consumada a reviravolta na Liga Europa que valeu o acesso aos quartos de final, o Sp. Braga tem este domingo novo teste exigente, desta vez com o líder FC Porto. Carlos Vicens, técnico dos arsenalistas, antecipa um jogo “físico” e pede um registo quase perfeito à sua equipa no que toca à eficácia.

Receção ao FC Porto: “Vai ser um jogo físico, sem dúvida. Sabemos que o FC Porto está aí, tem os números que tem, é uma equipa agressiva, tem um registo defensivo extraordinário e é muito difícil ganhar-lhes. Tem uma implicação coletiva importante na defesa, rapidez nas alas e no jogo direto também causa danos. São muitos argumentos para estarmos concentrados, num jogo de alto nível, como no Dragão, e a eficácia vai ser determinante. É muito difícil criar ocasiões de golo e precisamos de eficácia. Temos de fazer um jogo de alta prestação, sermos nós mais do que nunca, ter a nossa identidade”.

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FC Porto tem menos margem de manobra. Mais pressão para o adversário? “Não sei, tem de lhes perguntar a eles. É uma equipa que faz jogos físicos, agressivos, de contacto, tem rapidez na transição e quando chega à área vai com determinação. Tem uma intenção coletiva clara de não sofrer golos e tem registos defensivos muito bons. Muito vai depender do nível de acerto na nossa área e na área rival, teremos de ser agressivos, determinados e ‘finos’ na hora de concretizar, porque não é fácil criar oportunidades a este FC Porto. Temos de ser nós, mostrar uma grande versão, uma grande energia e ser Sp. Braga, num ambiente que espero que seja extraordinário”.

Este é talvez o jogo mais difícil para o FC Porto até final da época. Isso traz mais dificuldades? “Não sei o nível de foco deles comparado a outros jogos. Sei que é uma equipa difícil, está por mérito está onde está, e temos de oferecer uma versão muito, muito boa para tentarmos vencer. Temos de ter uma mentalidade competitiva de topo e dar o nosso máximo. Só assim podemos estar perto da vitória.”

Duas equipas motivadas: “Espero que seja um dos nossos melhores jogos porque só assim estaremos mais perto da  vitória”.

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Ricardo Horta chamado à seleção: “Estamos contentes por Ricardo e pela época que está a fazer. Não acho que isto seja um prémio, é errado dizer isso, mas sim uma resposta à sua temporada de altos registos, de muita dedicação, de trabalho muito duro”.

Betis na Liga Europa: “O foco está na Liga, portanto, nem penso noutra coisa que não seja competir o melhor possível amanhã com o FC Porto, porque exige muito, alto nível”

Sp. Braga e FC Porto têm 52 golos marcados, mas FC Porto sofre menos… “Melhorar o processo defensivo? Sim, sem dúvida. Temos de melhorar no processo, pressão alta, nas bolas paradas, na defesa, em conceder menos golo e criar mais situações de golo. Não na próxima época, mas sim já, dando esse passo à frente. Temos um calendário super apertado e estamos muito focados em todos os aspetos, em ser uma equipa mais competitiva.”

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Pode ser este o jogo para repor uma certa justiça depois do resultado da 1.ª volta? “A equipa terminou muito cansada, mas muito feliz, como se viu no campo, com os jogadores esgotados fisicamente e no aspeto emocional. O nível de exigência contra a equipa que está em primeiro lugar é elevado e o nosso foco tem de ser o mais alto de sempre, porque sabemos que vai ser muito exigente. Quanto ao resultado da primeira mão, não há que pensar nisso. Passou muito tempo. Conta tudo o que se passou, não só esse jogo, porque vão todos os jogos e a respetiva aprendizagem na mochila. Não estou à espera de criar 17 oportunidades de golo... Hoje em dia tens de ter acerto contra equipas em que a margem de distinção é mínima, os jogos resolvem-se nos detalhes e temos de afinar bem nas ocasiões que criarmos, tal como fizemos na quarta-feira e que, por exemplo, não conseguimos fazer na Hungria.”

Sp. Braga tem mais um dia de descanso… “São 24 horas de diferença, não acho que seja por aí. No outro dia acabámos fatigados, calor não ajudou, vamos ver quantos jogadores repetem a titularidade no FC Porto, devem ser três ou quatro, e da nossa parte ainda não decidi.”

Chamada de Ricardo Horta é uma vitória do treinador também? “Eles é que jogam e estou aqui apenas para os ajudar. São chamados vários às respetivas seleções e são eles que merecem essa recompensa pelo trabalho que fazem.”

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Por José Mário
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