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Carlos Vicens fez a antevisão ao duelo com o Rio Ave, referente à 21.ª jornada da Liga Betclic e agendado para as 18H deste domingo, na Pedreira. O técnico dos arsenalistas abordou a receção ao emblema de Vila do Conde e, entre outros temas, abordou a importância de João Moutinho na equipa, médio de 39 anos que termina contrato em junho.
Receção ao Rio Ave, que vem de três derrotas:
“Não está no seu melhor momento, perdeu jogadores importantes, mas o foco está em nós e como nos vamos apresentar. Temos de fazer um jogo de alto nível e temos de ter ambição para entrar em jogo com o objetivo de vencer. É assim que nos vamos preparar.
A equipa empatou em Vila do Conde na 1.ª volta. Tem de se exigir mais a este Sp. Braga atualmente?
“Temos de exigir mais, sim. A equipa não está acabada, ainda temos de obter a melhor versão do Sp. Braga, estamos a crescer e é nisso que estamos concentrados. Vimos de fazer um bom final de mês, bom início de fevereiro e temos de aproveitar essa distância de partidas para mostrar um nível de ambição e energia máximos para enfrentar os jogos com um início forte, com uma mentalidade forte.”
Ricardo Horta, Pau Víctor e Zalazar têm estado em evidência…
“A equipa e os jogadores passam por diferentes momentos na época. Fran aportou muitíssimo quando jogou, o El Ouazzani marcou menos golos por uma razão ou outra, mas há que valorizar mais o processo coletivo. O último jogo e o anterior mostraram a química que há entre eles os três, mas é uma consequência da engrenagem da equipa. Quando joga Fran, Navarro ou Pau todos beneficiam da engrenagem da equipa. Isso é que é de valorizar. Houve uma química especial [Zalazar, Ricardo Horta e Pau Víctor], mas quando joga Fran também há uma finalização importante, assim como o El Ouazzzani ou Samy. Cada um, cada jogador aporta dentro do coletivo.”
Rio Ave perdeu dois jogadores perigosíssimos. Sente-se mais aliviado?
“São dois jogadores que não estão, mas temos de nos centrar no que estão. Vamos ver se modificam muito a estrutura ou a maneira de jogar. As prestações da equipa no ataque ou na defesa acabam por determinar o que se parece a equipa. Temos de estar preparados para isso. Porém, temos de nos focar em nós, mostrar muita atenção em coisas que podemos melhorar, entrar com grande motivação e uma grande ambição.”
João Moutinho tem 37 jogos disputados, mais um do que em toda a época passada. Renovar com ele é uma prioridade para o treinador?
“Tenho a sorte de ter chegado ao Sp. Braga no momento em que João Moutinho é jogador desta equipa. Tenho a sorte de treiná-lo, colocá-lo a jogar e privar com ele todos os dias; de desfrutar com ele. A renovação é uma decisão do clube, vão sentar-se e falar e depois haverá uma decisão. Já teve melhores treinadores, certamente, mas eu brinco com ele várias vezes quando lhe digo que o faço parecer mais jovem, a versão mais jovem dele mesmo. E sinto que ele está a desfrutar da maneira como estamos a jogar. Com a sua experiência, bagagem e liderança ajuda muito o balneário. No futuro, o futebol português vai sentir falta dele quando deixar de jogar, disso não tenho dúvidas.”
Integração dos três reforços de inverno:
“Creio que para saber todo o potencial que os três nos podem dar temos de ter mais tempo. Demir [Tiknaz] tem uma boa relação com a bola, Samy é um jogador de futuro e Barisic também é muito concentrado e terá aqui um futuro brilhante. [Os três reforços] ajuda-nos a pensar no projeto a médio e longo prazo, tenho mais alternativas, consequentemente mais dores de cabeça também, mas são bons problemas.”
Samy ainda não se estreou:
“É um jogador que tem a sua primeira experiência na Europa, mais jovem e que pouco a pouco vai conhecendo a realidade do futebol português, ao contrário de Demir [Tiknaz] ou Barisic. Temos de o ajudar para ter um futuro brilhante.”
Por José Lima