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Carlos Vicens, técnico do Sp. Braga, antecipou a receção do conjunto minhoto ao Ferencváros, da 2.ª mão dos oitavos de final da Liga Europa. Na Hungria, recorde-se, os arsenalistas perderam por 2-0 e tentam por isso inverter a desvantagem na eliminatória.
O que tem o Sp. Braga de fazer de diferente?
“Sabemos que o horário não ajuda, mas estou convencido que os adeptos vão fazer um esforço a apoiar-nos. Juntos seremos mais fortes. Temos falado muito com os jogadores sobre as coisas que aconteceram no último jogo e temos de melhorar, a equipa tem de ter mais eficácia em muitas coisas, de oferecer um nível e mobilidade mais alto, sermos sólidos com e sem bola e transmitir um nível de intensidade e agressividade mais altos, assim como nos duelos, do que o que fizemos na primeira-mão. Estamos preparados para fazer um jogo melhor do que na semana passada e temos de estar convencidos que vamos consegui-lo. Temos de ter um equilíbrio emocional muito alto. Temos de estar vivos e presentes ao longo de todo o jogo para conseguir o objetivo.”
“Dar a melhor versão”
“Já apresentei as soluções aos meus jogadores, com a pressão alta que nos colocaram temos de estar mais concentrados e marcar mais presença no nosso meio-campo ofensivo, estando atentos às transições que foi assim que sofremos o segundo golo na Hungria. Temos de ter confiança no nosso processo e temos de ser Sp. Braga mais do que nunca, dar a nossa melhor versão e assim vamos estar mais próximos do nosso objetivo. Temos de ser clínicos quando chegarmos à área adversária. Vamos tentar criar mais oportunidades amanhã e sabemos que temos de as concretizar. Temos de ser humildes, de nos sacrificarmos na altura de defender e sermos uma equipa mais do que nunca. Se jogarmos melhor do que na semana passada temos as nossas hipóteses.”
Como se faz a gestão do grupo psicologicamente?
“Não sou psicólogo. Sei que depois da derrota pedi a todos para me olharem nos olhos e transmitir-lhes uma ideia clara: todos aqueles que não acreditam, nos seis dias de preparação que teríamos, que ficassem em casa. Num primeiro momento o jogador está dececionado, na manhã seguinte um pouco cabisbaixo, mas depois há outra energia porque começamos a preparar o jogo, vem o treino, tudo é diferente. O nível de crença vai aumentando e transmitimos a ideia de que em 100 minutos de futebol tudo pode acontecer. Não queremos ser diferentes do que somos, mas afinando o que temos de afinar.”
Víctor Gómez pode chegar à seleção principal de Espanha?
“Nunca se sabe. Está a fazer uma época muito boa e nós queremos conhecer o melhor possível dos jogadores, tirar a melhor versão deles. Ele tem uma capacidade de resiliência muito forte a recuperar fácil, joga em prol da equipa, quer jogar sempre e isso é importante para nós. O nosso trabalho diário serve para potencializar as qualidades do jogador.”
Qualidades do adversário surpreendeu-o?
“Já vimos as qualidades do adversário e cada vez que enfrentas um rival tentamos perceber as coisas importantes, temos de preparar isso, mas também temos de jogar. Não houve muitas surpresas no campo, mas agora temos de ser capazes de dominar melhor as transições deles e gerir melhor a bola. Amanhã temos de ser bons em muitos aspetos do jogo e acredito que, com mais acerto, marcaremos golos. Temos de ser estáveis mentalmente.”
Terá se der um jogo perfeito do Sp. Braga ou um jogo normal do Sp. Braga?
“São os oitavos da Liga Europa. Temos de ter um jogo bom do Braga. Não basta apenas criar quatro ou cinco oportunidades de golo, temos de ser capazes de jogar com intensidade, fortes nos duelos, defender bem na área, bem na bola parada, perceber os momentos do jogo. Temos de competir e estar atentos aos detalhes.”