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Advogados dos leões "apertaram" Godinho

Advogados dos leões "apertaram" Godinho
• Foto: pedro simões

Não foi pacífico o frente a frente de Godinho Lopes com os advogados do Sporting, ontem no Tribunal Arbitral do Desporto, em Lausanne, Suíça. O antigo presidente foi ouvido ao princípio da tarde como testemunha da Doyen, no processo que opõe a empresa ao clube, e acabou questionado relativamente a várias opções de gestão do seu mandato, desde logo as parcerias com fundos de investimento. Godinho prestou declarações perante os árbitros da Doyen e do Sporting. Pelo departamento jurídico leonino, a inquirição foi conduzida por Pedro Solano e Patrícia Silva Lopes, advogados que haviam trabalhado com o antecessor de Bruno de Carvalho em Alvalade.

Ora, segundo Record apurou, o engenheiro ter-se-á mostrado dececionado e até perplexo pela linha do interrogatório seguida por ambos, num tom considerado hostil. Uma estratégia que, sabe Record, Godinho atribui à alegada intenção do Sporting em associar o presente diferendo no TAS às decisões de gestão do seu consulado, ou seja, procurando responsabilizá-lo direta ou indiretamente pela rescisão unilateral do contrato com a Doyen, na sequência da transferência de Rojo para o Manchester United.

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"Nada declarei contra"

Depois de prestar declarações, Godinho emitiu um comunicado que intitulava "acima de tudo os valores do Sporting", sem acrescentar detalhes sobre a inquirição no TAS, por estar "obrigado à estrita confidencialidade imposta pelo tribunal em causa." Ainda assim, esclareceu que as suas declarações "tiveram por função responder às perguntas dos árbitros, do Sporting e da Doyen; e justificar as decisões" tomadas ao abrigo do contrato que assinou com o investidor enquanto presidente do Sporting."De resto, e apesar de ter comparecido no TAS de forma voluntária e como testemunha da parte que moveu a ação ao Sporting, Lopes procurou distanciar-se dessa imagem. "Porque seria incapaz de o fazer, no passado, no presente ou no futuro, nada declarei contra o clube do meu coração", afirmou. "Acima de tudo lamento as injustas acusações de que tenho sido alvo. Acusações que, ainda assim, jamais irão abalar as minhas convicções pessoais e o meu amor pelo Sporting", concluiu.

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Decisão possível em setembro

As audiências no Tribunal Arbitral do Desporto vão decorrer até amanhã em Lausanne, mas a sentença não será conhecida de imediato. O painel de árbitros do TAS precisará de tempo para trabalhar os testemunhos e formular o acórdão relativo ao processo. Embora não se trate de um dado oficial, o mês de setembro é tido como o prazo provável para o anúncio da decisão. De resto, como Record noticiou na sua edição de sábado, a Doyen não autoriza que o acórdão seja tornado público, ao contrário do Sporting, que pretendia assim salvaguardar a transparência do resultado. Como era necessária autorização de ambas as partes, a confidencialidade terá de ser respeitada.

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