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WILLIAM 4
(R1 A0 FS3 FC1)
Voltou a ser uma espécie de comandante da equipa cuja ação evolui para se transformar no dono do jogo. Pelo modo como ocupou a vasta zona que lhe cabe (bom sentido posicional), travou os adversários (físico imponente, associado ao tempo de entrada aos duelos) e iniciou os lances de ataque da sua equipa (técnica individual cristalina, na qual não cabe o adorno). O Sporting é, nos dias de hoje e cada vez mais, a casa de William Carvalho, porque é ele, ainda um menino, logo pouco experiente, o responsável pela decoração; quem dita as ordens e conhece melhor os segredos e as preferências de todos e cada um dos inquilinos.
MARCELO 3
(CI 1 D 2)
Mesmo tendo em conta a baixa exigência do trabalho a que foi submetido, revelou qualidades que lhe conferem perfil de guarda-redes para uma equipa de topo: espírito sereno e intervenção segura. Não fez muito, mas fez tudo bem. Não se deu pela falta de Rui Patrício.
CÉDRIC 4
(R3 A0 FS3 FC3)
Uma atuação que cresceu com o jogo e com o tempo. Quando sentiu que o adversário direto já estava controlado e a equipa encontrara forma de o anular, libertou-se para tarefas ofensivas. Os seus números no jogo são interessantes: três remates, três faltas sofridas e três faltas cometidas.
DIER 3
(R1 A0 FS0 FC0)
Aos 7 minutos permitiu que Ghilas aproveitasse espaço nas suas costas, sinal de que foi apanhado de surpresa pelo movimento do argelino. Acertou posicionamento e tempo de entrada à bola, assinando exibição de bom nível, acima de tudo, como parte da manobra coletiva de uma equipa que construiu muros de betão nos caminhos para a sua baliza.
ROJO 4
(R0 A0 FS2 FC0)
A diferença para o que fez na época passada reside na confiança com que está a jogar, que lhe permite expressar tudo quanto já sabia e agregar ao disco rígido elementos de central com imensas qualidades. Não deu um palmo de terreno a Ghilas, foi excelente a ocupar o espaço e perfeito a dobrar os companheiros – principalmente Jefferson.
JEFFERSON 3
(R2 A0 FS4 FC1)
Bem na vigilância a Varela e Licá. O lateral brasileiro fechou a porta aos dois extremos portugueses e ainda conseguiu subir algumas vezes no terreno, com aparições à frente onde efetuou alguns bons cruzamentos.
ANDRÉ MARTINS 3
(R1 A0 FS4 FC3)
O geniozinho verde e branco esteve mais ocupado em lutar do que propriamente à espera que as musas da inspiração despertassem. Ficou, por isso, limitado na expressão total do futebol que possui, o que não o impediu de assinar exibição positiva, como elemento de uma sala de máquinas (ele, William e Adrien) que funcionou a pleno vapor.
ADRIEN 4
(R0 A0 FS1 FC3)
Para quem atua numa zona tão relevante para o funcionamento da equipa, a autoridade desempenha papel decisivo. Adrien está a consolidá-lo pela generosa participação na procura da bola e pelo talento com que empurra a equipa para a frente. Foi uma referência da equipa e do jogo.
WILSON EDUARDO 3
(R1 A0 FS3 FC1)
Começou por ser o jogador mais perigoso do Sporting. Foi enorme dor de cabeça para Alex Sandro e obrigou Fabiano a defesa apertada aos 27 minutos. Foi perdendo fulgor na segunda parte.
SLIMANI 2
(R2 A0 FS0 FC2)
Confirmou bom espírito de luta, movimentação acertada e acutilância a acercar-se da baliza. Mas não foi feliz nas combinações e o tempo ia-lhe criando dificuldades acrescidas. Quando saiu, já estava em clara perda de influência.
CAPEL 2
(R2 A0 FS2 FC2)
Tentou a sorte com ações individuais em busca do espaço que faltava, mas não foi bem sucedido. Pareceu um pouco desligado da equipa, em termos de construção de jogo.
MONTERO 2
(R2 A0 FS0 FC1)
O colombiano entrou a meio da segunda parte e trouxe dificuldades diferentes à defesa adversária. Assinou dois remates.
CARRILLO 2
(R1 A0 FS0 FC1)
A sua velocidade teve o mérito de incutir algum respeito ao adversário, mesmo que da sua produção a equipa não tenha retirado qualquer benefício prático.
VÍTOR SILVA 2
(R2 A0 FS1 FC0)
Podia ter sido o herói mais improvável quando, aos 81 minutos, surgiu na cara de Fabiano, após excelente passe de Carrillo. Falhou no duelo com o guarda-redes portista, ou seja, transferiu nesse momento para o adversário direto o papel de estrela que esteve ao seu alcance.