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Como recuperou a confiança e preencheu o vazio de golos

Como recuperou a confiança e preencheu o vazio de golos
• Foto: MIGUEL BARREIRA

Porque um avançado vive de golos, o longo apagão de Fredy Montero transformou um início exuberante da aventura europeia num quadro negro sem vida, que assim se manteve durante mais de nove meses. “Estava a mexer com ele”, admitiu Marco Silva, após o jogo com o Marítimo. O lento despertar do colombiano pode ter começado em Penafiel, há mais de três semanas, mas foi só no encontro de domingo que o ponta-de-lança confirmou que está verdadeiramente a renascer, ao pintar uma obra-prima, capaz de fazer esquecer a era das trevas e passar a figurar no topo da galeria pessoal.

A finalização acrobática, ou “meia ‘chilena’” (pontapé-de-bicicleta), como lhe chamou a “Marca”, não só deu a tranquilidade aos leões no jogo com os madeirenses, como preencheu um vazio de golos em Alvalade que já durava desde dezembro de 2013 (mais um “fantasma” exorcizado) e restabeleceu em definitivo os níveis de confiança do camisola 10. “É bom para ele, é bom para a equipa”, concedeu ainda o treinador, certamente aliviado por perceber que está a recuperar um trunfo que em 2013/14 valeu a Leonardo Jardim 16 remates certeiros na primeira metade da campanha. A crise aberta na segunda metade da temporada (e que resistiu até às férias) custou-lhe, entretanto, a titularidade, associada a críticas, desconfiança e dúvidas. A tudo Montero foi sobrevivendo, até consumar o renascimento... e em grande estilo.

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Pragmático

Satisfeito pelo golo bonito, mas certo de que já fez outros (nomeadamente à Fiorentina e ao Arouca, ambos em Alvalade), Montero prefere pensar que este só é importante por ser... o último e por ter ajudado a equipa.

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“Estou muito feliz, contente por mais um golo e porque conseguimos três pontos muito importantes perante os nossos adeptos”, disse, à Sporting TV, depois do jogo com o Marítimo, aproveitando para lembrar que “a equipa está a amadurecer”.

“Quando não se consegue jogar bem, temos de ser pragmáticos, fazer golos e segurar o resultado. Obviamente, falaremos com o míster das coisas que temos de corrigir. Mas, aqui, o mais importante é que depois do 3-2 levantámos a cabeça e continuámos a empurrar a equipa para a frente para fazer o quarto golo”, realça.

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