William Carvalho e Fredy Montero têm hoje, no Municipal de Arouca, a última oportunidade de limpar o “cadastro” com vista ao dérbi do próximo mês, na Luz, com o Benfica. Com 4 amarelos vistos até ao momento, o médio e o avançado serão apostas de Leonardo Jardim para o embate da 16.ª jornada do campeonato e fica no ar a hipótese de estes serem admoestados, não atuarem diante da Académica, e estarem prontos para defrontar as águias. Mas será essa a intenção do técnico verde e branco? É que segundo o passado recente das equipas que dirigiu, o treinador madeirense não tem por hábito pedir tal coisa aos seus atletas.
A sua metodologia de trabalho, assim como os processos que imprime às suas formações, fazem com que estas vejam muito poucas vezes o cartão amarelo (e o vermelho). Mossoró, ex-jogador de Jardim no Sp. Braga e atualmente no Al-Ahli Jeddah de Vítor Pereira, falou a Record e afirmou que o treinador insular “até fica bastante chateado quando um futebolista seu vê um amarelo desnecessário”.
“Seja nos treinos seja nas palestras que antecedem os jogos, Jardim passa bastante essa mensagem: o mínimo de cartões, pois existem outras formas de parar os adversários. Através da pressão alta, imagem de marca deste Sporting, por exemplo, ou de uma boa ocupação de espaços”, explica o brasileiro, de 30 anos, deixando uma certeza: “Cada jogador reage à sua maneira quando está ‘tapado’ e aos mais intranquilos Jardim motiva-os com a importância que o encontro seguinte tem para a equipa. Tenho a certeza que William Carvalho e Fredy Montero não vão ver um cartão propositado e tenho a certeza que Leonardo Jardim não lhes vai pedir tal coisa. Não é habito seu nem das equipas que já dirigiu.”