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Morita revela que a transferência para o Sporting lhe mudou a forma de ver o jogo. Numa conversa informal numa viagem de carro com o antigo médio da seleção japonesa, Takashi Fukinishi, o jogador leonino recorda os principais pontos da sua carreira que começou a ganhar dimensão internacional nos Açores.
"Tenho de ser honesto. Quando deixei o Japão em janeiro de 2021 a minha única opção era o Santa Clara", recordou o médio, à 'DAZN Japão', apontando algumas particularidades no clube açoriano: "Muitas vezes em nossa casa tínhamos mais adeptos rivais que nossos, mas quando mudei para o Sporting tudo mudou. O entusiasmo dos adeptos é completamente diferente e a grandeza entre os dois clubes é empressionante".
O mudança para o Sporting não foi fácil e, em Alvalade, o internacional nipónico percebeu que tinha de mudar as suas características, pois jogar para ganhar começou a ser uma obrigação. "Senti um conflito interno pois não queria mudar a minha forma de jogar e senti que tinha de fazê-lo para ser reconhecido. A uma dada altura tomei consciência de que tinha de liderar a equipa para o caminho certo".
As raízes cérebro da equipa
Pela sua natureza, Morita não gosta de estar debaixo dos focos da fama, e garantiu que o estatuto de capitão é algo que não está nos seus objetivos. "A nossa personalidade revela-se na posição que jogamos, e eu acredito que fui feito para apoiar os outros", defende o jogador do Sporting que vê na posição '6' uma função muito específica: "Nós jogamos a pensar pois temos que ver se o nosso passe pode ser intercetado. Os avançados pensam que só temos de passar a bola e muita gente pensa o mesmo".
Admitindo que gosta mais de "passar que marcar", o camisola 5 dos leões acaba por admitir que gostava de marcar mais golos, mas os seus companheiros na seleção não o o ajudam: "O Kubo e o Kamada dizem-me para não ser egoísta e para jogar atrás deles, mas às vezes tenho vontade de ir lá para a frente".
Assegurando que o seu principal objetivo quando joga é sempre "ajudar a equipa a crescer", o futebolista garante que ganhou esta característica na infância. "Desde cedo que ganhei o sentido de responsabilidade e missão por isso estou sempre a pensar como posso melhorar. Havia poucas crianças na cidade em que nasci e isso obrigou-me e desafiar-me a mim próprio. Na altura não era bom mas acabou por ajudar-me. Muitas vezes pensava que era o pior e obrigava-me a subir a escada e continuar a evoluir", revelou a Takashi Fukunishi, dando ainda o exemplo de como a sua função o ajudou até a conduzir: "Hoje em dia sou muito mais cuidadoso e até a conduzir olho para todos os lados primeiro".
Por Record