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Movimento do Sporting esclarece posição sobre candidaturas: as explicações em exclusivo a Record

Eleições do Sporting marcadas para 14 de março
• Foto: Arquivo/Migguel Barreira

A decisão foi tomada nas últimas horas e é agora revelada em primeira mão pelo nosso jornal: o Movimento Hoje e Sempre Sporting (MHSS) deliberou, após consulta interna (com participação de 87,5% dos seus membros), manter uma posição de neutralidade relativamente às candidaturas já conhecidas, de Frederico Varandas e Bruno Sá – e não irá concorrer com projeto próprio. As eleições estão marcadas para 14 de março mas o prazo estatutário para entrega de listas esgota-se esta quinta-feira, 12 de fevereiro.

“Em decisão aprovada no dia de ontem [10/2], o Movimento Hoje e Sempre Sporting decidiu, por voto secreto entre a totalidade dos seus membros, não apoiar nenhuma das já anunciadas candidaturas às próximas eleições para os Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal. No entanto, o MHSS poderá reconsiderar a sua posição, em função da evolução da campanha eleitoral e após análise das listas entregues e dos respetivos programas eleitorais. Independentemente da ausência de apoio institucional por parte do MHSS a qualquer uma das listas, apelamos a que os sócios participem no próximo ato eleitoral, através das diferentes opções ou expressões de voto”, esclarece o MHSS num comunicado subscrito por Afonso Pinto Coelho, João Trindade, Jorge Lopes, José Carlos Estorninho, Roberto Carvalho e Vitor Afonso.

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A visão do MHSS

Em declarações exclusivas a Record, Afonso Pinto Coelho explicou os fundamentos desta decisão. “Tendo em consideração a estratégia e os projetos concretos que defendemos, amplamente difundidas em sede de SAD e clube, não esquecendo as intervenções que temos assumido na Comunicação Social, não conseguimos visualizar, em função da informação disponível até ao momento, que as anunciadas candidaturas garantam que vão defender, em grande medida, nos seus respetivos programas eleitorais, a visão e o modelo de governance que temos para o clube”, clarifica o associado leonino.

Uma mudança de posição do Movimento, como refere o comunicado agora difundido, depende de vários fatores, cuja evolução é por ora imprevisível. “Nesta altura, ainda é muito difícil antever cenários sobre o que vai acontecer até ao dia das eleições, e como tal uma eventual mudança de posição está condicionada a fatores externos ao MHSS, que não controlamos, nomeadamente os programas eleitorais, listas de candidatos, e principalmente a evolução da própria campanha eleitoral até à data das eleições”, detalha-nos Afonso Pinto Coelho.

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A bem da estabilidade

Embora tenha sido colocada a hipótese avançar com candidato próprio, o MHSS preferiu não o fazer nesta fase, a bem da estabilidade do Sporting. “O MHSS não é um movimento de oposição, nem de luta pelo poder. Antes pelo contrário, somos um movimento de reflexão e pensamento sobre o Sporting, e que não se esgota no próximo ato eleitoral. Apesar de serem conhecidas algumas discordâncias nossas relativamente à gestão dos atuais órgãos sociais, sabemos que os sócios e adeptos vivem muito o momento do futebol profissional masculino. E este tem sido globalmente positivo. Por este motivo, não pretende o MHSS apresentar uma candidatura própria, até para não sermos acusados de desestabilizar o clube num momento crucial do campeonato e restantes competições em que estamos envolvidos”, acrescenta Afonso Pinto Coelho, a Record.

Três propostas

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A despeito desta tomada de posição, há medidas concretas que o Movimento Hoje e Sempre Sporting gostaria de ver refletidas nos programas eleitorais das candidaturas já conhecidas, e Afonso Pinto Coelho enumera as principais.

“O processo de revisão estatutária através de uma comissão que integre diferentes sensibilidades de sócios do clube para elaboração de proposta a ser votada em sede de AG”, começa por indicar. “A alteração ao Regulamento da AG para acolher a obrigatoriedade de tornar o voto presencial descentralizado obrigatório (com comprovativo físico em papel) nos núcleos do SCP, nas diferentes regiões do país, nos atos eleitorais, em linha do que já foi apresentado à atual MAG para aprovação em sede de AG”, prossegue, antes de concluir com “o modelo de Assembleias Gerais não eleitorais do clube, em que a votação pelos sócios apenas tenha lugar no final da discussão de cada um dos pontos da ordem de trabalhos.”

Por Vítor Almeida Gonçalves
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