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O Paços de Ferreira bateu ontem o Sporting por 4-0, uma goleada histórica para o conjunto de José Mota, amassada num "hat-trick" de um esplendoroso Mauro, e de uma equipa que correu sempre mais que o Sporting. meteu sempre mais o pé que o Sporting, foi mais objectiva que o Sporting.
Depois de uma "débacle" destas, não vale a pena fazer grandes análises tácticas, discutir se Bölöni fez bem em colocar dois trincos, ou se devia haver um lateral-direito de raiz. Serão sempre demasiados ses. Haverá também que pôr isso em causa, decerto, mas o que está em questão é mais a atitude de uma equipa considerada em cada um dos seus homens, até porque em nove onze avos era a mesma que jogou em Milão frente ao Inter (Prates e Toñito em vez de Paulo Bento e Kutuzov). E aí Boloni não costuma ser de meias palavras e os seus jogadores têm que meter a mão na consciência, de Pedro Barbosa a Quaresma, de Kutuzov a Beto, de Paulo Bento a Quiroga. Poucos se salvaram e há muito que, mesmo numa derrota, o guarda-redes não era o melhor da equipa. Como, apesar de tudo, foi Tiago ontem.
O jogo resolveu-se em três minutos, entre o 33º e o 36º, com os golos de Carlos Carneiro e Mauro. Até aí o Paços jogara melhor no primeiro quarto de hora, o Sporting conseguira equilibrar no segundo. E sem grandes oportunidades de golo para um ou outro lado, embora a um ritmo sempre alto, marcado, diga-se, pelo Paços desde o início. E aí, no ritmo, na velocidade, o Sporting nunca foi melhor, em momento nenhum. Aliás, o meio-campo do Paços foi sempre mais lúcido e teve sempre mais espaço, até porque tinha três unidades (Paulo Sousa, Beto e Júnior) contra a dupla dos Bentos, que nunca soube muito bem a quem marcar, até porque Mauro viajava muito da esquerda para o meio e Zé Nando foi capaz de fazer todo o corredor do primeiro ao último minuto, literalmente, porque foi ele quem foi à outra costa do campo fazer o cruzamento para o quarto golo no minuto 90.
O jogo decidiu-se nesses dois primeiros golos do Paços porque o Sporting não teve reacção. Não foi capaz nunca de encostar o Paços à sua área, apesar das substituições que, com Bölöni, nunca são propriamente de risco. Criou, mesmo assim, duas ou três boas oportunidades de golo (Kutuzov e Niculae falharam as melhores), correu mais, mas os pacenses foram sempre de uma bravura e de uma lucidez inexcedíveis. E por isso marcaram mais dois golos no segundo tempo, sempre de bola corrida como tinham sido os da primeira parte, o que hoje é uma raridade. A tanto chegou um leão que deixou em Lisboa as garras e se perdeu na Mata Real. Como se perdera em Belém há um ano, mas ontem foi ainda pior o resultado e a exibição.
A arbitragem de Pedro Henriques teve muito a ver com o que foi o jogo. Apitar a tudo, qualquer um faz, deixar jogar nos limites é bem mais difícil. Foi assim que fez o árbitro, com coragem, e se algumas vezes as regras foram interpretadas em sentido muito lato, foi com coerência e bom senso. E o jogo ganhou com isso.
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