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Inês Pereira, guarda-redes emprestada pelo segundo ano consecutivo pelas inglesas do Everton às espanholas do Deportivo da Corunha, assume que o seu futuro está "muito em aberto". "Sinceramente, não estou preocupada. Estou feliz no Depor, mas se tiver de ir para Inglaterra, irei. Neste momento, não estou focada nisso mas sim no presente e naquilo que tenho que fazer na seleção", afirmou a internacional portuguesa este domingo aos jornalistas na Cidade do Futebol, horas antes da partida para a Letónia, sublinhando que na próxima temporada há hipóteses de continuar na Corunha bem como de rumar ao Everton... "ou pode haver outra coisa qualquer".
E prosseguiu: "Desde que fui para Espanha, para uma equipa que não tinha tanto jogo ofensivo e onde se acabamos por defender mais, ganhei bastante qualidade em outro tipo de técnica que não tinha no Sporting como no Servette porque acabavam por ser duas equipas com muita bola".
Quanto à competitividade interna na Seleção Nacional, a jogadora de 26 anos, natural de Lisboa, foi perentória: "Têm sido dias bastante bons, somos muito competitivas, queremos todas jogar e mostrar que estamos num bom momento de forma e os treinos têm sido em crescendo. Cabe ao professor [selecionador Francisco Neto] decidir a guarda-redes que vai jogar; tanto a Sierra como a Rute têm bastante qualidade e se tiverem a oportunidade irão fazer da melhor forma possível e ajudar Portugal".
Olhando propriamente para a dupla jornada que a equipa das quinas vai ter agora pela frente na Liga das Nações B - o segundo patamar - e que serve também de apuramento para o próximo Mundial, Inês Pereira mostrou-se otimista. "Contra a Letónia queremos ter muita bola, dominar e ser muito fortes na reação à perda e fazer muitos golos. Temos feito bastantes golos e queremos continuar esse caminho. A segunda volta dos jogos acaba por ser mais complicada, as equipas já se conhecem melhor, mas temos capacidade e qualidade para vencer estes dois jogos".
Sobre o facto de ser uma fase adiantada da temporada atirou: "Acho que é normal termos algum cansaço porque já levamos muitos jogos nas pernas, mas a verdade é que aqui temos as melhores condições possíveis, recuperamos da melhor forma e isso não pode ser desculpa. Temos muita qualidade para acabar o grupo em primeiro lugar e vamos ter agora mais dois jogos para mostrá-lo. Temos de pensar jogo a jogo e não nos serve pensar já no Mundial se não fizermos o nosso trabalho agora mas, toda a gente sabe e é um objetivo interno de tanto jogadoras como de staff que é chegar ao Mundial e depois veremos".
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