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Não há muitos reforços, como Tanaka e Rabia, que tenham passado pela experiência de viver na Academia (ou nas instalações do clube, se retrocedermos ao tempo do antigo Estádio de Alvalade). Essa prática, no entanto, é repetida há décadas no que toca ao futebol de formação, e não faltam exemplos de como o “berço” caseiro pode, com trabalho e paciência, adquirir o luxo de uma “suite”, ao dar frutos para a equipa principal.
Aliás, não é preciso ir mais longe: o atual plantel profissional do Sporting está repleto de casos de jogadores que, como Tanaka e Rabia, já residiram em Alcochete no tempo em que representavam a equipa leonina nos escalões jovens – e que, por isso mesmo, foram obrigados a deixar as cidades (ou países) de origem.
Rui Patrício (natural de Leiria), Adrien Silva (nascido em França mas com raízes em Arcos de Valdevez), André Martins (proveniente de Argoncilhe), João Mário (vivia no Porto e rumou a Alcochete, como o irmão Wilson Eduardo) e Carlos Mané (oriundo de um bairro problemático da capital), todos pernoitaram nos quartos da Academia e partilharam as mesmas instalações.
Cédric Soares, William Carvalho ou Nani, por terem família na região da Grande Lisboa, nunca foram “internos”. Alguns deles, porém, cruzavam-se não apenas nos campos de futebol mas também nos bancos da escola, que o Sporting fazia inscrever obrigatoriamente no currículo.
Passado
A ala profissional e a da formação encontram-se devidamente separadas, assim como os respetivos refeitórios. Daniel Carriço, Bruma, Renato Neto ou Zezinho foram outros “recrutas” (mais ou menos) ilustres do quartel-general leonino.
Dramé também reservou "quarto"
Ousmane Dramé é outro dos “clientes” da Academia de Alcochete. O extremo francês, 22 anos, chegou ao Sporting em janeiro, proveniente do Ascoli, da Serie B do futebol italiano, e desde então está hospedado no quartel-general dos leões. Dramé vive na Academia, tal como Tanaka e Rabia, mas, ao contrário do avançado japonês e do defesa egípcio, tem intenção de manter essa morada enquanto jogar de leão ao peito. Aliás, o extremo já vive na Academia há quase 10 meses.
Registe-se ainda que muitos dos jogadores que são contratados pelos leões passam os primeiros dias em Alcochete. As condições oferecidas pelo centro de treinos dos leões permitem que os reforços fiquem lá instalados durante os primeiros tempos, enquanto não encontram o local ideal para se estabelecerem. Aliás, esta realidade muitas vezes arrasta-se no tempo, nomeadamente nos casos em que as famílias dos jogadores demoram algum tempo em juntar-se a eles.