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Rogério Alves comentou esta segunda-feira, em declarações à SIC Notícias, que as sucessivas polémicas em torno de Jorge Jesus apenas se devem a uma tentativa de "desestabilização" da equipa do Sporting em vésperas de um encontro "importantíssimo", a contar para o playoff da Liga dos Campeões. "Quando ouvi que o Benfica ia processar o Jesus, pensei que seria o processamento do salário em falta", começou por dizer, em jeito de brincadeira, para depois passar para um plano mais sério.
"Isto é um ataque cerrado à pessoa de Jorge Jesus em vésperas de jogo da Champions. O Benfica perdeu o primeiro "round" das SMS. Fê-lo depois da Supertaça e porquê? Porque perdeu. O "folhetim SMS" morreu quando Jesus disse que se tratava de uma mentira e recolheram às boxes", atirou depois o antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral dos leões.
"Como o Sporting vai ter um jogo importantíssimo, é preciso desestabilizar Jorge Jesus e a equipa do Sporting com algo que se sabe desde 5 de junho de 2015 com a comunicação à CMVM. A visita a Alcochete também é um problema ao que parece. Se o fundamento jurídico da ação, é a resolução do contrato, isso não tem qualquer fundamento porque se está no último mês do contrato. Dois meses depois da tal visita a Alcochete, o Benfica lembrou-se disto a um dia do jogo da Champions. O Benfica parece não conseguir viver sem Jorge Jesus porque é o mesmo clube que prolonga o folhetim do qual diz ser vítima", declarou, explicando a sua posição sobre o processo que as águias apresentarão em tribunal.
O advogado e ex-dirigente do Sporting recorda que foi o antigo clube de Jorge Jesus que não permitiu a entrada do técnico amadorense no Caixa Futebol Campus, no Seixal, após ter conhecimento que este passaria para o grande rival.
"Houve alguma resolução unilateral do contrato? O Benfica é que impediu Jesus de entrar no Seixal. Se até as SMS conhecemos e poderíamos também ficar à espera disso. O Benfica perdeu o campeonato da Supertaça, o campeonato dos SMS e procura agora tentar ganhar o campeonato dos '7,5 milhões de euros'. Os tribunais abrem a 1 de setembro. Porquê agora?"