Antes de concretizado o empréstimo, José Maria Ricciardi garantiu, em entrevista a Record, que o Sporting iria pagar 5 milhões de euros por ano pelo financiamento, com juros maiores do que os da Grécia. Francisco Salgado Zenha respondeu ao banqueiro.
"Ninguém põe dinheiro num clube sem contrapartidas. A menos que seja o Abramovich, para ser dono do clube. Isso não vou fazer, nem vou vender a maioria da SAD. Investir 200 milhões de euros sem ter a maioria da SAD, ninguém o vai fazer. Dizer que com esse dinheiro vai comprar jogadores é megalómano e um ‘all in’ que também não faço. Em filantropia não acredito e a maioria da SAD não vendo. O clube não é para acabar nos próximos anos."
O vice-presidente do Sporting entende que é possível reduzir a massa salarial do plantel, como já aconteceu em janeiro, e manter a competitividade. "A venda de jogadores é normal em Portugal e uma forma de receita tradicional, mas temos de ser inteligentes na forma de o fazer. Não podemos ser obrigados a vender um jogador no dia seguinte, tem de ser no momento adequado. O objetivo é reduzir a massa salarial, como fizemos em janeiro em cerca de 10 milhões. Mas reduzir sem tocar nos principais jogadores, mantendo qualidade competitiva. Agora, se caírem propostas irrecusáveis, teremos de analisar", explicou Salgado Zenha.