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Gil Lameiras: «Estou à espera que falem comigo»

Gil Lameiras tenta guiar o V. Guimarães a nova sequência positiva
• Foto: Lusa/EPA

O técnico Gil Lameiras está vinculado ao V. Guimarães até 2027, mas reconheceu durante a aula que ministrou esta manhã no XX Congresso Futebol que está a decorrer na Universidade da Maia, na companhia de Tiago Veiga, homólogo dos sub-17 do rival Sp. Braga, que a sua continuidade na liderança da equipa profissional vitoriana está dependente dos planos do futuro presidente.

“A única garantia que tenho neste momento é que tenho contrato por mais um ano. É um período de instabilidade e incerteza e sei perfeitamente que a lista que vencer as eleições terá as suas ideias e será mediante esse plano que o futuro presidente decidirá”, comentou Gil Lameiras, garantindo a Record que ainda não foi abordado por qualquer das candidaturas: “Ainda nenhum candidato falou comigo, mas acredito sinceramente que o vão fazer.  A competição também terminou há poucos dias e certamente que neste momento todas as listas têm preocupações onde estão mais focadas”.

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Período de expectativa que Gil Lameiras encara “com naturalidade”, não só porque considera que o feedback do universo vitoriano ao seu trabalho é positivo, como pela certeza de que pretende continuar a ser treinador de futebol.

“Senti muito o carinho por parte dos adeptos. É algo que só se pode explicar quando se passa pelo Vitória. Acho que reconheceram competência por todo o trabalho que desenvolvi nas diversas etapas no clube e esse carinho acaba em parte por ser uma consequência”, asseverou Gil Lameiras, reconhecendo que “a promoção à equipa principal surgiu num contexto complicado”: “Não estava à espera que acontecesse naquele momento, mas acreditava que podia acontecer no futuro. Olhava para essa possibilidade sem obsessão, mas agora que tive a oportunidade de lá passar deu bem para ver que é aquilo o que realmente pretendemos. Jogar com estádios cheios e sob pressão, que também é a forma como eu gosto de estar na vida”.

Recibos verdes

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“O futebol de formação na projeção da carreira” foi o tema da palestra que Gil Lameiras dividiu com o bracarense Tiago Silva onde, em conjunto, deram expressão “ao objetivo de alimentar o topo da pirâmide” que tanto é defendido por V. Guimarães como Sp. Braga.

Contexto competitivo, contudo, sem descurar os imensos problemas e preocupações que envolvem toda a formação, bem como alguns pormenores pessoais que muitas vezes são determinantes nas respetivas carreiras.

“O meu sonho era ser jogador, mas não consegui e optei pela universidade para, passo a passo, desde os Afonsinhos, seguir o meu caminho. Estive seis anos a recibo verde no Vitória e o meu primeiro ano foi zero. Felizmente tive suporte familiar, caso contrário seguia o caminho de imensos colegas da universidade, que é deixar o futebol e ir para ginásios à noite ganhar dinheiro”, revelou Gil Lameiras, ciente que “a questão financeira é sempre um entrave nos escalões inferiores” para justificar que “os treinos fechados são uma vantagem”: “Tenho o privilégio de trabalhar numa grande estrutura e entendeu-se não abrir portas dos treinos aos pais, mas no meu contexto os jogadores não pagam para jogar, ao passo que na maior parte dos clubes os 20 ou 30 euros são muito importantes, pelo que se calhar também é importante o pai ficar satisfeito e convém ouvir o pai. Para a maioria essa gestão não é nada fácil”.

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Por Pedro Malacó
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