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O treinador do V. Guimarães, Gil Lameiras, já fez a antevisão do embate com o Nacional, da 34ª e última jornada da Liga. A partida está marcada para as 18 horas de sábado e será disputada na Choupana.
Que imagem é que o Vitória quer deixar na derradeira jornada da temporada?
Queremos acabar bem, queremos acabar da melhor forma, a ganhar, como o clube exige. E, se possível, com uma exibição que seja boa, que é para isso que lutamos todos os dias. E é dessa forma que queremos terminar uma época de grandes conquistas, também de momentos em que houve alguma frustração.
O facto do Nacional ainda estar na luta pela permanência faz aumentar a exigência do jogo?
Todos os jogos são de exigência elevadíssima, estamos no final da época e toda a gente quer conquistar pontos. Este jogo não será diferente de todos os outros que apanhámos até agora, com uma equipa que também quer conquistar pontos, que quer garantir a permanência. Vão estar em campo duas equipas que querem muito ganhar.
Que mensagem deixou aos jogadores ao longo da semana para os motivar para o último jogo?
Acima de tudo, é o clube que representamos, em que a exigência tem de ser sempre máxima, a responsabilidade tem de ser sempre máxima. Temos aqui mais uma página para escrever e queremos muito dignificar o emblema que representamos e que usamos ao peito.”
Já conseguiu perceber melhor o que levou à exibição do jogo com o Casa Pia?
Penso que é um bocadinho o reflexo daquilo que foi a época, uma equipa um pouco inconstante, de altos e de baixos. Nada fazia prever o resultado que tivemos no Sporting, até porque a expectativa estava a aumentar, a equipa estava a aumentar as suas exibições em termos qualitativos. Depois, neste jogo foi a mesma situação. A equipa, apesar de não ter estado mal, também nos teve a top. Também surgiu algum azar no jogo, sofrermos o golo naquele minuto, voltou um bocadinho os fantasmas que aconteceram durante o ano, a instabilidade que foi acontecendo durante o ano. É um pouco o reflexo daquilo que foi a época.
Assumiu a equipa há dois meses. Que balanço faz deste tempo de trabalho?
Quando nós viemos para equipa A, sabemos que não iria estar tudo como nós gostaríamos, ou como nós entenderíamos que deveria estar. Penso que os jogadores esforçaram-se para que as suas exibições fossem crescendo, sentimos, na nossa opinião, o aproximar daquilo que eram as nossas ideias. Obviamente, um pouco longe, porque nós também somos ambiciosos e queremos sempre mais. No entanto, penso que poderíamos, em certos momentos, apresentar um futebol melhor. Defensivamente, todos estes altos e baixos que fomos tendo durante o ano têm que nos levar a refletir. É um reflexo daquilo que foi a época, houve momentos em que a expectativa já estava a crescer e depois a realidade nem sempre foi de acordo com a expectativa que nós criámos. Em termos individuais, penso que conseguimos valorizar alguns ativos do clube. Em termos coletivos, fomos uma equipa mais dominadora, que consentiu menos oportunidades ao adversário, mas longe daquilo que nós pretendemos para o futuro.
Vai poder contar com o Diogo Sousa e o Noah Saviolo para este derradeiro jogo?
É algo que poderão ter a oportunidade de ver no jogo. Todas essas questões relacionadas com o mercado, ou possibilidades, estão entregues à Administração, e deixarei isso para eles.
Por Bruno Freitas