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Varzim-V. Guimarães, 2-1: Falta de ambição provoca naufrágio

Uma lição de raça do Varzim fez a diferença contra um Vitória de Guimarães onde o aburguesamento começou no banco. Não dá mesmo para entender. Em vantagem numérica desde o primeiro tempo devido à expulsão de Bruno Miguel, Norton de Matos foi incapaz de abdicar do seu quarteto defensivo, sempre reforçado por Otacílio. Isto para travar Denilson e, somente a espaços, Pedrinho.

Fábio marcou e anulou o efeito do golo inicial de Bruno Miguel, mas pouco mais se viu. O técnico vitoriano levantava-se, pedia a Ghilas para meter a bola nas alas à procura de espaços na organização varzinista, mas só aos 89' prescindiu de Hélder Cabral. E porque este pediu para sair. Assim, o 4x4x1 de recurso de Horácio Gonçalves chegava para as encomendas.

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Na calha, admitiu Norton, estaria a entrada de Desmarets, a tal opção ofensiva que se impunha muito mais cedo para quebrar o impasse a meio-campo. Mas não, o técnico lançou Momha, outro defesa, conformando-se com a igualdade quando os milhares de vimaranenses que invadiram a Póvoa queriam ambição. O camaronês entrou mal, foi infeliz e esteve envolvido no lance que deu origem ao golo do triunfo dos poveiros, de penálti. Foi vítima.

Os vitorianos entraram em desnorte. Vítor Moreno foi expulso por segundo amarelo, o capitão Moreno perdeu a cabeça com Olegário Benquerença, levou um primeiro amarelo, cometeu uma grande penalidade nos descontos e ainda se travou de razões com o árbitro. Só a grande estirada de Nilson evitou o avolumar do marcador final.

Arbitragem positiva.

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