O AVS SAD discute esta quinta-feira (20h45) a passagem às meias-finais da Taça de Portugal, na deslocação ao terreno do Sporting. Uma missão exigente, mas que João Henriques acredita poder terminar com uma surpresa, num jogo em que assume o estatuto de outsider.
“Cem por cento de responsabilidade para o Sporting, porque joga em casa, é o detentor do troféu, a equipa com melhores números em termos ofensivos da época. É um clube grande, a fazer uma campanha extraordinária fora de portas. Este cartão de visitas demonstra que a responsabilidade está no lado contrário. Somos 'outsiders' e tudo pode acontecer. Queremos ser muito competitivos neste jogo para que possa haver uma surpresa. Os nossos jogadores sabem que a montra é enorme e podem mostrar que têm qualidade, e que não demonstra a tabela que ocupamos no campeonato. São longos meses sem vislumbrar uma vitória no campeonato. Na Taça, lastro de sucesso que nos permite discutir com o Sporting a chegada à meia-final. Só assim conseguiremos passar a eliminatória.”
Escolha do onze: “Vamos usar os que estão em melhores condições para abordar este jogo, tendo em conta o que fizemos há dois dias para o campeonato. Não descuramos o pensamento do próximo jogo com o Famalicão, vamos fazer a nossa gestão, o que é melhor para a equipa, o melhor onze. Olhar e ponderar bem o que temos neste momento. Temos jogadores que podem ajudar nesta gestão. Vamos com um onze bem competitivo.”
Diferenças entre campeonato e Taça: “Há coisas que não têm muita explicação. São competições diferentes. O peso dos pontos no campeonato tem levado a que a equipa sofra golos em todos os jogos. Na Taça, com sucesso até ao momento, tem sido um percurso muito digno, condizente com as expectativas do clube nesta competição, que era ir o mais longe possível. É muito interessante para uma equipa que tem sofrido tanto esta época.”
Abordagem mental ao jogo: “Na preparação é exatamente a mesma coisa. Não havendo o peso da tabela nesta competição, olhamos apenas para nós e para o adversário de amanhã. Torna as coisas mais leves, sabendo que num jogo tudo pode acontecer, diferente do peso de uma tabela classificativa onde os pontos são importantes.”
Saídas e entradas no plantel: “Os jogadores que saíram, não tem que ver com a qualidade deles. Têm um bom futuro à sua frente. Saíram porque o plantel era extenso e era difícil para todos se sentirem úteis e nós podermos trabalhar da melhor maneira. As entradas são de acordo com as cinco vagas que tínhamos disponíveis e que queríamos equilibrar. Os novos trazem novas energias, ambição de mostrar qualidade.”
Expulsão no Casa Pia: “Para o futuro, é importante repensar a forma como há os procedimentos. Estou de consciência tranquila e não foi justa a expulsão. Não insultei o árbitro. Saí da área técnica, é verdade, mas o que está escrito no relatório não corresponde à verdade. Não esbracejei e que o treinador vociferou, eu não o fiz. Apenas fiz um comentário às leis do jogo. Não entrámos em conversa. Provavelmente percebeu mal. Isso deu a minha expulsão no Casa Pia. Tentei esclarecer no final com o árbitro, mas não nos quis receber. Fui castigado porque o Conselho de Disciplina acha que a verdade do árbitro é maior que a verdade do treinador. É isso que não concordo. Fui triplamente castigado: saí do jogo, apanhei uma multa de 612 euros e fora do jogo com o Braga, por causa de uma situação que não aconteceu. Que para o futuro se pense um bocadinho disso.”