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O treinador Luís Tralhão admitiu esta quarta-feira que o Torreense, da 2.ª Liga, terá de se apresentar no "máximo" das qualidades para ultrapassar o Fafe, da Liga 3, e regressar à final da Taça de Portugal de futebol volvidos 70 anos.
"Temos de estar no máximo das nossas qualidades. O Fafe colocou-nos muitas dificuldades na primeira mão e uma equipa que elimina três clubes da 1.ª Liga já provou que está com muito mérito nesta fase da competição", sublinhou o técnico, em conferência de imprensa de antevisão ao jogo da segunda mão da meia-final, marcado para quinta-feira, às 20h45, no Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras.
Depois do empate a uma bola na primeira mão, disputada a 4 de fevereiro, no Minho, os azuis grená procuram atingir um feito que apenas conseguiram por uma vez e na já longínqua temporada de 1955/56, em que acabariam por perder no duelo decisivo para o FC Porto (2-0).
"Aconteça o que acontecer amanhã [quinta-feira], a época já é espetacular, mas queremos muito mais. E muito mais é chegar à final da Taça e continuar a lutar pela subida de divisão", sublinhou o técnico, que não poderá contar com o contributo do extremo Manu Pozo, melhor marcador da equipa que estará ausente até final da época devido a lesão.
Recordando que a formação comandada por Mário Ferreira, que disputa a fase de manutenção do terceiro escalão, conta com jogadores com "experiência" de 2.ª Liga, Tralhão considera que a diferença estará na maior "competência" em termos defensivos e na capacidade "de criar mais dificuldades" ofensivamente do que na primeira mão.
"[O Fafe] É uma equipa que defende muito bem, é muito solidária, tem as linhas muito juntas e jogadores muito experientes, como já referi. Nesse sentido, vai obrigar-nos a elevar bastante o nível, a ser resilientes, a ser pacientes e a ter uma atitude positiva do início ao fim", analisou o líder do terceiro classificado da 2.ª Liga.
Já questionado sobre que adversário prefere caso a equipa consiga a qualificação para a final da Taça de Portugal, o treinador repisou que o "único pensamento é no jogo com o Fafe" e que a "grande motivação é estar na final da Taça de Portugal e não no adversário que poderá ser", acrescentando que atingir o duelo decisivo já será um "marco histórico" e um motivo de "enorme orgulho".
No percurso até à meia-final, a equipa de Torres Vedras teve de eliminar o primodivisionário Casa Pia (1-2), assim como União de Leiria (3-1), Lusitânia de Lourosa (0-1) e Oliveirense (5-4 nos penáltis, depois do 1-1 no tempo regulamentar e no prolongamento), sendo os últimos três adversários no segundo escalão, em que o Torreense continua na luta pelos lugares cimeiros.
Já o Fafe, com uma tarefa bem mais difícil, ultrapassou os primodivisionários Moreirense (1-0), Arouca (2-1) e Sp. Braga (2-1), e procura, à terceira tentativa, chegar ao duelo decisivo. Refira-se que em 1976/77 e 1978/79, os fafenses foram eliminados pelo FC Porto (3-0) e pelo Sporting (0-1, após prolongamento) nas meias-finais, respetivamente.
Com arbitragem de Gustavo Correia, da associação do Porto, o embate entre Torreense e Fafe - cuja lotação já está esgotada - determinará o adversário de FC Porto ou Sporting, equipas que se defrontam hoje no Estádio do Dragão, a partir das 20h45 horas, na segunda mão da outra meia-final, para a qual os leões partem em vantagem após o triunfo em Alvalade (1-0).