Multa de 11 milhões e 23 meses na prisão: detido líder de um dos maiores negócios ilegais de streaming do mundo

Multa de 11 milhões e 23 meses na prisão: detido líder de um dos maiores negócios ilegais de streaming do mundo
• Foto: AP

Chegou ao fim uma investigação de oito anos que terminou com a detenção do líder de um dos maiores negócios ilegais de streaming de eventos desportivos na Internet. O homem, que se intitulava 'Dash, The Iranian', foi condenado a uma pena de prisão de 23 meses - quase dois anos - e ao pagamento de uma multa astronómica, a rondar os 11,7 milhões de euros.

Segundo o 'The Athletic', o julgamento do homem, que construiu um "império multimilionário que lhe valeu carros desportivos, relógios de luxo e propriedades", aconteceu em Espanha. Era o líder de uma "sofisticada rede criminosa" que abrangia vários países e que forneceu, ao longo dos tempos, "milhares de sites de desporto e entretenimento pirateado a mais de dois milhões de utilizadores". Incluídas estavam transmissões, a título de exemplo, de jogos da Premier League e da Liga dos Campeões.

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Ainda de acordo com a mesma fonte, que teve acesso a mais informação sobre o caso, estima-se que este homem tenha amealhado uma receita de, ao longo de cinco anos, mais de 17 milhões de dólares, o equivalente a 14,4 milhões de euros.

Além disso, a investigação concluiu também que o suspeito estaria envolvido noutros esquemas: "O homem foi identificado como o líder de um grupo, juntamente com outras quatro pessoas, que usava identidades falsas para registar e abrir contas bancárias para lavar dinheiro proveniente de projetos imobiliários de alto valor, transações com criptomoedas, e tinha fortes laços financeiros com o seu país de origem, o Irão".

Esta 'fortuna' permitiu a 'Dash' construir um complexo residencial em Teerão, avaliado em 4 milhões de euros, bem como adquirir uma casa de 1,7 milhões de euros em Barcelona.

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No total, termina o 'The Athletic', "foram realizadas buscas em 15 imóveis. 11 pessoas foram presas em quatro países diferentes - Espanha, Alemanha, Suécia e Dinamarca - e outras 16 foram interrogadas por possível envolvimento neste esquema".

Por André Santos
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