Uma das vertentes que distingue o Estágio do Jogador é a realização de ações de formação, com o objetivo de preparar os jogadores e as jogadoras para a vida além do futebol.
Anselmo Cardoso, vice-presidente do Sindicato dos Jogadores e gestor de carreira dual, sublinha a importância desta componente no futuro dos futebolistas: “Para o Sindicato este é um momento tão importante como aquele que é vivido dentro das quatro linhas, porque olhamos para o jogador de uma forma 360º. O jogador é tão importante dentro de campo como fora e queremos que ele se prepare, que para além da sua preparação física também se prepare em termos formativos para aquilo que é a sua vida depois do futebol, e a verdade é que pode fazê-lo durante o futebol.”
Partindo do seu próprio exemplo, tendo-se licenciado em educação física durante a sua carreira como jogador profissional de futebol, e com um mestrado em treino desportivo, Anselmo destaca o seu papel, no aconselhamento aos atletas: “Enquanto gestor de carreira dual do Sindicato dos Jogadores, a minha missão é incutir a importância dos estudos e da formação contínua nos atletas. Eles não olharem para si apenas enquanto jogadores, mas muito mais do que isso. Preocuparem-se também em formarem-se para aquilo que vem a seguir, porque um jogador formado é muito melhor, até dentro de campo.”
Na próxima semana estão previstas duas ações de formação com os participantes do 24.º Estágio do Jogador e 2.º Estágio da Jogadora, sobre relações laborais e literacia financeira.
Depois de se ter realizado em França e em Portugal nas três primeiras edições, o Torneio FIFPRO, competição internacional que juntava países europeus com equipas formadas por jogadores sem clube, mudou-se de armas e bagagens para a Holanda a partir de 2008.
Nesta quarta edição, Portugal fez-se representar por uma equipa que concluiu a prova no quarto lugar entre seis participantes: o país anfitrião, França, Eslovénia, Suíça e um grupo de jogadores da Escandinávia.
Na equipa portuguesa destacavam-se os nomes de Filipe Cândido, Sérgio Marquês e Tonanha, jogadores com experiência de Primeira Liga.
Com a saída de Mário Évora, que foi colocado no mercado, o guarda-redes Rodrigo Godinho, de 19 anos, foi chamado pela equipa técnica liderada por Élio Martins para se juntar ao grupo de trabalho que se encontra a treinar no Campus do Jogador, em Odivelas.
O guardião, que não competiu na última época e há duas temporadas esteve nos juniores do Estrela da Amadora, procura regressar ao ativo, esperando que o Estágio do Jogador se traduza numa rampa de lançamento.
Para já, Rodrigo Godinho treina juntamente com o mais experiente Fábio Duarte e com Martim Rodrigues, no lote de guarda-redes que trabalha mais diretamente com o ex-internacional angolano Carlos Fernandes.
A fechar a segunda semana de trabalho, os participantes do 24.º Estágio do Jogador demonstraram boa disposição nos exercícios coletivos e um espírito de amizade entre todos.
A competição saudável reina no grupo de trabalho, com os derrotados do dia a irem ao ‘castigo’, passando por um túnel para gáudio dos vencedores.
9 treinos
Antes de realizarem o primeiro jogo de preparação, os participantes do 24.º Estágio do Jogador realizaram nove unidades de treino. Tempo suficiente para criar algumas rotinas e encarar o primeiro desafio com otimismo.
28 jogadoras no Estágio feminino
Em apenas quatro dias, passaram pelo Campus do Jogador, em Odivelas, 28 jogadoras, um número aproximado ao total de participantes em toda a edição inaugural, na qual estiveram 30 atletas. O interesse e a procura pelo Estágio da Jogadora tem vindo a crescer e promete não ficar por aqui.
O internacional português Paulo Santos é mais um dos casos de sucesso do Estágio do Jogador, organizado pelo Sindicato.
Em 2009, e após um longo período sem poder jogar, o guarda-redes fez a pré-época no Estágio do Jogador e acabou por ser contratado pelo Estoril, então na Segunda Liga.
Na temporada seguinte, em 2010/11, Paulo Santos mudou-se para o Rio Ave, regressando à Primeira Liga para terminar a carreira ao serviço do emblema de Vila do Conde, em 2012.
Aos 21 anos, Maria Ribeiro está a participar pela primeira vez no Estágio da Jogadora. Joga como médio centro, é canhota e define como principais características a “visão de jogo” e a facilidade em rematar à baliza.
Relatório de Estágio é uma parceria entre o Record e o Sindicato de Jogadores, onde será mostrado o dia a dia do 24.º Estágio do Jogador