A 17 de dezembro de 1980, a Seleção Nacional comandada por Juca recebeu Israel no Estádio da Luz, em jogo de qualificação para o Mundial’1982 e venceu por 3-0, com um bis de Humberto Coelho e um golo de Jordão. João Alves, na altura jogador regressado do Paris SG para o Benfica, alinhou os 90 minutos e recorda que essa primeira vitória de Portugal sobre Israel acabou por ser uma “naturalidade”, apesar da “curiosidade” que existia sobre “uma equipa que não era normal encontrar defrontar nas fases de qualificação” de grandes provas.
“Era praticamente um adversário surpresa e não foi nenhum grande jogo. Ganhámos e limitámo-nos a confirmar o favoritismo num jogo que não teve grande história. Mas o jogo em Israel foi muito complicado mesmo [derrota por 4-1 em Ramat Gan em outubro de 1981 e João Alves não jogou]”, lembra o antigo médio que jogou ao lado de Shéu e Carlos Manuel no meio-campo de Portugal no jogo da Luz.
Diferenças evidentes
Segundo João Alves, a seleção israelita é hoje completamente distinta da do início dos anos 80 do século passado. A evolução do futebol israelita é, para o treinador, “uma constatação mais do que evidente”.
“Israel tem hoje jogadores que atuam em algumas das melhores equipas do Mundo e analisando o quadro das competições europeias percebe-se que os clubes israelitas já mostram alguma força nesse capítulo. É um futebol diferente, bem mais evoluído como é natural”, afirmou João Alves, de 60 anos, a Record, não deixando de considerar que a seleção israelita é uma equipa ao alcance das aspirações portuguesas. “Do meio-campo para a frente têm vários bons jogadores e alguns podem mesmo desequilibrar jogos complicados porque têm qualidade suficiente. Mas revelam-se ainda muito vulneráveis na defesa e Portugal deve aproveitar essa lacuna para sair vitorioso do jogo de 6.ª feira [amanhã]”, afirmou o antigo médio de Boavista, Benfica, Paris SG e Salamanca, entre outros.
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