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No tempo do califado de Granada, bem antes de o que é hoje o Algarve ter sido integrado no reino de Portugal, a região era conhecida pela produção de laranjas – al-portucal, na pronúncia em árabe. Hoje, na região também conhecida pelas suas praias, a Seleção Nacional defronta a da Holanda, conhecida internacionalmente precisamente por Laranja.
Para os apreciadores de um bom jogo de futebol – mesmo que de caráter particular –, será uma excelente oportunidade para ver em ação duas das melhores seleções de Mundo. E já agora, para lá da “laranja” holandesa, que se assista a um bom desempenho da laranja portuguesa.
É que, apesar de o grupo inicialmente convocado por Paulo Bento ter sido bem espremido nos últimos dias, com nada menos que cinco trocas de nomes, ainda assim sobra qualidade suficiente para oferecer algo de refrescante na quente noite algarvia aos 30 mil que poderão matar a sede de futebol de alto nível.
Paulo Bento deixou claro, na conferência de imprensa de lançamento do encontro, que as mudanças verificadas no seu grupo não poderão servir de desculpa a um eventual mau desempenho. “Não deixamos de ser competitivos”, frisou o selecionador nacional, numa referência às ausências de alguns habituais titulares e à presença, no onze inicial, de gente pouco habituada a isso.
Porque uma coisa é jogar com um meio-campo rotinado e com gente do calibre de Raul Meireles e João Moutinho, e outra é defrontar os holandeses sem estes dois pesos-pesados – com todo o respeito por quem venha a substituí-los.