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João Gabriel publicou esta sexta-feira um longo texto na sua página de LinkedIn sobre o "futuro definido" de Roberto Martínez. Na publicação, o antigo diretor de comunicação do Benfica sublinha o facto do selecionador nacional partir para o Mundial'2026 "sabendo que o seu ciclo terminou" e aponta novo nome ao lugar.
"Tal como aconteceu na Liga das Nações, parte com o seu futuro definido — mas, desta vez, nem uma eventual vitória o salvará. O contrato termina e o destino está traçado: Jorge Jesus será o senhor que se segue. Numa coisa — embora por razões diferentes — haverá continuidade: o português continuará a ser fustigado. Mesmo assim, o espanhol parte para os Estados Unidos com vontade de fazer história e, seguramente, não se importará, se for caso disso, de ganhar a final em Nova Iorque e ter Trump na fotografia. Se tal acontecer, difícil será perceber qual dos egos prevalecerá no momento da consagração da seleção portuguesa e qual o protagonista que reclamará mais espaço nas imagens: Trump ou Proença?", escreveu.
Leia a publicação na íntegra:
"Um selecionador que já é 'ex' num Mundial 'minado' pelo seu anfitrião.
Questionado este fim de semana a propósito de uma qualquer polémica na liga inglesa, Guardiola foi pragmático na resposta: “Vejam o que está a acontecer no mundo. Estamos no meio do caos e ninguém mexe um dedo. O mundo vai colapsar...”. Recusou alimentar ruído e recentrou o essencial, lembrando que há realidades muito mais graves do que qualquer discussão desportiva.
O Mundial de 2026 aproxima-se com uma estranha sensação de desalinhamento entre aquilo que o futebol sempre representou e o mundo em que vai ser jogado. O Mundial vai disputar-se num clima de tensão, medo e cinismo, num mundo fragmentado, sombrio e com pouco para celebrar. Temos uma recessão à porta e uma guerra que se prolonga na Europa, e outra, sem solução à vista, no Médio Oriente. Mas há mais: a administração norte-americana — soube-se esta semana — quer impor uma caução de 15 mil dólares, à entrada dos Estados Unidos, a cidadãos de cinco dos países que vão disputar a competição, sejam eles adeptos, jogadores, treinadores ou outros elementos do staff. Nem a bajulação de Infantino a Trump parece conseguir demover a administração americana de desistir da ideia.
Apesar de tudo isto, e do mais que ainda possa surgir até junho, Trump fará valer o “circo”. Como sabe tratar-se de um dos maiores eventos mediáticos a nível global, dificilmente resistirá a tentar fazer tudo girar à sua volta, inserindo-se no espetáculo com a conivência da FIFA e do seu presidente.
Quanto a Portugal, Roberto Martínez não vai pagar caução, mas parte para a competição sabendo que o seu ciclo terminou, mesmo antes de o Mundial começar. Tal como aconteceu na Liga das Nações, parte com o seu futuro definido — mas, desta vez, nem uma eventual vitória o salvará. O contrato termina e o destino está traçado: Jorge Jesus será o senhor que se segue.
Numa coisa — embora por razões diferentes — haverá continuidade: o português continuará a ser fustigado.
Mesmo assim, o espanhol parte para os Estados Unidos com vontade de fazer história e, seguramente, não se importará, se for caso disso, de ganhar a final em Nova Iorque e ter Trump na fotografia. Se tal acontecer, difícil será perceber qual dos egos prevalecerá no momento da consagração da seleção portuguesa e qual o protagonista que reclamará mais espaço nas imagens: Trump ou Proença?
Esperemos que, nestes dois meses que faltam para o Mundial, o mundo recupere alguma normalidade."
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João Gabriel escreve sobre "um selecionador que já é 'ex' num Mundial 'minado' pelo seu anfitrião"
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