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Pizzi foi esta segunda-feira homenageado pela Federação Portuguesa de Futebol a propósito do final de carreira e antes da cerimónia, realizada na Cidade do Futebol, falou com os jornalistas e abordou vários temas. Desde o sentimento pela despedida dos relvados aos momentos aos títulos mais marcantes pela equipa das quinas e pelos clubes que representou, com destaque para o Benfica. O médio de 36 anos foi 17 vezes internacional A, marcou 3 golos e conquistou a Liga das Nações em 2019.
Como se sente neste momento?
“É um momento muito especial para mim, ter aqui várias pessoas que passaram por mim estes últimos anos da minha vida, que ainda foram muitos. Obviamente que não é fácil porque é o despedir da coisa que eu mais gostava de fazer, que era jogar futebol e estar dentro do campo, mas é uma homenagem que me deixa muito orgulhoso, muito feliz e é sinal de que a minha carreira foi bonita, bem vivida e só tenho a agradecer por tudo”.
O Benfica foi o clube que mais representou. Como olha para esse trajeto?
“Foi muito especial para mim e sem dúvida o mais especial que tive na minha carreira. Foram muitos anos, muitas conquistas, muitas vitórias, momentos felizes, outros nem tanto, mas ficaram oito anos de uma alegria enorme. Foi sem dúvida o clube onde fui mais feliz e sem dúvida o que me fez crescer enquanto jogador e enquanto pessoa”.
O que se segue?
“Neste momento é férias, aproveitar com a minha família, com os meus filhos. O futebol tira-nos bastantes coisas da relação familiar, por isso é aproveitar o máximo de tempo que tenho com eles. Depois quero continuar ligado ao futebol”.
Como treinador?
“Ainda não sei. Como disse o presidente [Pedro Proença, presidente da FPF], estou a começar a tirar o curso. Vamos ver se é por esse lado que as coisas se dão, mas estou aberto a novos desafios".
É uma homenagem da FPF. Mostra que a passagem pela Seleção teve significado?
“Sim, sem dúvida. Não tive tantas internacionalizações como queria, é óbvio, mas estive durante muitos anos na Seleção Nacional. Entrei a primeira vez em 2012 e saí em 2019, por isso foram sete anos. Claro que ter ajudado mais dentro do campo, mas acho que o meu papel foi importante na Seleção e culminou na vitória na Liga das Nações que foi se dúvida muito especial para mim".
Conselhos à Seleção e expectativas para o Mundial?
”Acho que Portugal, com os jogadores e a qualidade tem, a equipa técnica, todo o staff e toda a dimensão que Portugal já tem enquanto seleção, temos todas as condições para chegar o mais longe possível. Obviamente que nós, todos os portugueses, queremos que Portugal conquiste o Campeonato do Mundo. Sabemos que é difícil, há várias seleções com muita qualidade, muitos bons jogadores, mas acho que estamos, certamente, muito bem preparados e vamos fazer um Mundial de excelência”.
Qual o título mais importante que conquistou?
“Já falei disso antes. O meu primeiro no Benfica foi muito especial, porque aí tive a noção absoluta de quão grande era o Benfica. Tive um também que me marcou muito enquanto jogador, que foi no Atlético de Madrid, a conquista da Liga Europa. E depois, claro, pela Seleção. Acho que é um dos pontos mais altos para qualquer jogador. Representar a Seleção, ganhar um título, também o primeiro de Portugal na Liga das Nações, foi, sem dúvida, um momento muito especial para mim”.
Fica algum amargo de boca por nunca ter estado numa grande competição pela Seleção?
“Sim, fica. Acho que todos os jogadores que estão dentro do espaço Seleção querem é os grandes torneios, seja o Europeu, seja o Mundial. Não tive a oportunidade de estar presente, mas nenhum sentimento amargo em relação a isso. Foi sendo uma carreira muito feliz, seja nos clubes, seja na seleção”.
Família e antigos colegas. Sente-se muito acarinhado?
“Sim, sem dúvida. Tentei juntar aqui ao máximo todas as pessoas que me marcaram enquanto jogador e pessoa.Todos os que estão aqui presentes marcaram, de certa maneira, a minha vida em qualquer momento. Por isso, agradecer-lhes e dizer que cada um deles, à sua maneira, foi muito especial para mim durante todos estes anos”.
Por Francisco Guerra