Sonho e orgulho dos novos campeões

• Foto: Getty Images

‘Orgulho’, ‘sonho’ ou ‘sentimento indescritível’. Foram estas algumas das expressões usadas pelo grupo de 19 jogadores que na passada sexta-feira se sagrou campeão europeu de sub-17, no Azerbaijão, e levou o nome de Portugal ao topo.

Após o triunfo na final disputada em Baku, frente à seleção espanhola (5-4 nos penáltis, após 1-1 no tempo regulamentar), todos os jogadores convocados pelo selecionador Hélio Sousa deixaram uma mensagem no site da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) onde transmitiram as primeiras sensações pelo título conquistado, 13 anos depois do último título europeu (em Viseu, na altura).

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"O que sentimos é inexplicável. Quero dedicar o título a todos os que me acompanham e, acima de tudo, a Portugal", confessou o capitão Diogo Queirós, já depois de Diogo Dalot - que apontou o golo frente à Espanha - ter descrito o feito como "uma coisa linda".

Ainda que extasiados com o triunfo, houve quem revelasse não ter ficado totalmente satisfeito, muito por culpa de... Brahim Díaz, médio da Espanha que quebrou a inviolabilidade das redes do guarda-redes Diogo Costa. "Fiquei um pouco chateado porque queria voltar para casa sem sofrer golos", apontou o guardião do FC Porto, de 16 anos. "Tinha confiança que a equipa ia fazer o que era preciso para vencer. Fizemos o nosso trabalho de casa, vimos de que forma a Espanha marcava os penáltis, e por isso tinha a certeza que ia defender um ou dois. No entanto, a Espanha não me deu hipóteses, mas felizmente ganhámos", acrescentou Diogo Costa, sublinhando que o mérito de ter sofrido apenas um golo ao longo de toda a competição "é fruto de todo o trabalho dos outros 17 jogadores, não apenas mérito do guarda-redes".

Espanhóis rendidos

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Uma conquista que também teve eco entre o adversário da final, com o capitão da Roja, Manu Morlanes - que falhou o penálti decisivo -, a dar os parabéns aos comandos de Hélio Sousa. "Não alcançámos o nosso objetivo. Ainda assim tivemos uma boa caminhada. Portugal era o grande favorito e provaram a razão de serem uma grande equipa", começou por dizer o jogador do Villarreal ao site da UEFA. "Fomos um adversário digno até ao fim, mas Portugal mereceu vencer", sublinhou o médio espanhol.

Seleção domina estatísticas

Para além da conquista do ambicionado troféu europeu, Portugal também se conseguiu superar às demais seleções nas estatísticas, conforme prova o quadro que acompanha esta peça.

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A nível coletivo, a Seleção Nacional foi praticamente perfeita, tendo somado as distinções de melhor ataque - onde se incluem duas ‘chapas cinco’, frente ao anfitrião Azerbaijão e Áustria -, melhor defesa - apenas a Espanha, na grande final, conseguiu bater o guardião Diogo Costa - e também de equipa mais rematadora, com uma média de 17 tentativas por cada partida.

Um registo que, naturalmente, se traduz em números individuais de meter respeito. José Gomes foi o goleador da prova e, no capítulo das assistências, destacaram-se dois protagonistas: Gedson Fernandes e Rúben Vinagre somaram ambos três passes para golo.

Por Ricardo Granada
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