Troféu para repetir

• Foto: André Sanano

Não falta ambição à Seleção Nacional de sub-17 à partida para a fase final de mais um Campeonato da Europa. No Azerbaijão, os jovens portugueses vão procurar repetir os cinco êxitos já conquistados em 16 participações nas 32 edições já realizadas da competição, trazendo um troféu que lhes escapa das mãos desde que foi Portugal a organizar a prova, em 2003. No ano passado a equipa não passou da qualificação e há dois anos caiu aos pés da Inglaterra (2-0) nas meias-finais, depois de ter ganho um grupo que tinha Escócia, Alemanha e Suíça.

Esta temporada, o percurso tem sido positivo, depois de um início com alguns percalços – apenas uma vitória em seis jogos, com uma derrota de 5-0 com a Alemanha pelo meio. Portugal apresentou-se ao mais alto nível e ganhou os três jogos da Ronda Elite – 2-0 à Suécia, 1-0 ao País de Gales e 4-2 à Croácia –, marcando presença na fase final sem dificuldades de maior. Já no 1º torneio de apuramento, que teve lugar em Coimbra, a equipa de Hélio Sousa tinha garantido a qualificação, mas no segundo lugar, com os mesmos pontos da Inglaterra, depois de vitórias sobre a Arménia (7-0), San Marino (5-0) e um empate com os ingleses (1-1).

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Agora, no Azerbaijão, a Seleção Nacional defronta os anfitriões logo no jogo de abertura, amanhã, sendo a primeira vez que esta seleção marca presença numa fase final, por ser o representante do país organizador. Segue-se a Escócia, no domingo, e depois a Bélgica, terça-feira, a encerrar a fase de grupos; qualquer destes dois adversários não tem um grande histórico na fase final da competição, o que só por si não permite que os jogadores portugueses pensem em facilidades.

Otimismo no discurso

A comitiva nacional chegou a Baku ao início da madrugada de ontem, tendo por isso realizado apenas um treino, à tarde. Para hoje está apenas agendada uma sessão de trabalho, que será igualmente vespertina, antecedida da conferência de imprensa oficial, que contará com a participação do treinador nacional Hélio Sousa.

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Já ontem, o central Luís Silva, 14 vezes internacional, manifestou o otimismo português, embora não querendo alargar-se muito quanto às perspetivas de qualificação para a fase seguinte. "O objetivo é apenas olhar para o primeiro jogo e vencer. Não vamos olhar mais para a frente porque temos de estar totalmente focados no Azerbaijão", afirmou.

O jogador do Stoke City confessa que os portugueses não estão habituados a ambientes de casa cheia, como o que se espera amanhã, mas que a Seleção saberá dar a volta. "Temos de estar preparados para fazer o nosso trabalho, seja com 100 ou 40 mil pessoas. A pressão é sempre uma ação mais interior e que nós podemos controlar. E por outro lado é sempre bom para criar aquele ambiente do futebol que todos queremos viver."

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