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O presidente da assembleia-geral da Federação Portuguesa de Futebol, José Luís Arnaut, e o banqueiro português António Esteves, ambos com ligações ao Goldman Sachs, foram intermediários da FIFA naquele que pode ser considerado o maior negócio de sempre da instância que regula o futebol mundial. Os dois portugueses propuseram-se a intermediar a captação de financiamento para um novo mundial de clubes.
De acordo com dados revelados pela pea revista alemã Der Spiegel através do Football Leaks e partilhado pelo Expresso, foi ainda em 2017 que a Centricus, empresa da qual António Esteves é sócio, propôs à FIFA para financiar uma nova prova mundial de clubes. "Tendo tido conhecimento de que é intenção da FIFA organizar uma competição mundial de clubes, a Centricus manifesta a sua disponibilidade para ser o consultor e gestor do projecto. A Centricus está também disponível para ter um papel agregador de forma a ser a entidade financiadora e o gestor financeiro do projecto", dizia a missiva de 19 de Dezembro de 2019 assinada pelo director, Peter Rioda, e citada pelo semanário português.
A carta indicava ainda que a Centricus teria como trabalho assegurar investigadores que financiassem a primeira edição da competição com um valor até 2 mil milhões de euros. A prova incluía 24 equipas e um período de competição inferior a três semanas.
Entre Janeiro e Fevereiro de 2018, Arnaut e Esteves reuniram algumas vezes com a estrutura da FIFA, incluindo o presidente, Gianni Infantino. Em Abril, o Financial Times revelou que a FIFA procurava captar, numa operação conjunta com a Centricus e o Softbank, 25 mil milhões de dólares – os alvos seriam investidores da Arábia Saudita, China, EUA e Emirados Árabes Unidos.
Ao Expresso, António Esteves explicou que "a Centricus contratou várias assessorias globais, entre as quais o escritório de advogados internacional CMS para assessoria jurídica, da qual o doutor José Luís Arnaut é sócio". Ao mesmo jornal, o advogado e antigo ministro-adjunto disse que nunca trabalhou para a FIFA, mas admitiu o trabalho com a empresa de investimento. "Quanto à natureza e âmbito desses serviços, não nos é possível prestar qualquer tipo de informações. Não porque tivéssemos qualquer problema em fazê-lo, mas porque, por motivos de sigilo profissional, estamos legalmente impedidos de o fazer", explicou.
Segundo Infantino, a decisão sobre o maior negócio de sempre da FIFA deve ser tomada no início de 2019.
Autor: Sábado
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