As autoridades gregas emitiram esta segunda-feira um madado de detenção contra o presidente do PAOK, Ivan Savidis, que domingo invadiu o campo durante o jogo com o AEK de Atenas com uma arma no coldre. O mandado é extensivo a outras quatro pessoas, provavelmente guarda-costas do líder do clube de Salónica, que com ele entraram no relvado.
As reações ao sucedido não se fizeram esperar e o vice-ministro da cultura e do desporto do país, Yorgos Vassiliadis, assegurou que o governo não permitirá que os interesses de alguns coloquem em causa o futebol grego, deixando no ar a possibilidade de uma possível suspensão do PAOK na Liga.
Já o ministro do interior, Panos Skurletis, mostrou-se chocado com o sucedido. "O que vimos é um ataque à honra do futebol grego, fizeram mal ao clube e aos seus adeptos. Entrar em campo com uma pistola é uma provocação inadmissível, independentemente do que tenha acontecido."
O jogo foi interrompido a 4 minutos do final quando jogadores, treinadores e dirigentes, incluindo Ivan Savidis, invadiram o campo. O tumulto aconteceu depois de o árbitro anular, por fora de jogo, um golo ao caboverdiano do PAOK, Fernando Varela, em tempo de descontos. O resultado estava em 0-0.
Depois de duas horas refugiado no balneário, o árbitro mudou a sua decisão e deu o triunfo ao PAOK, por 1-0.