Bobby Charlton: «O sobrevivente»

Bobby Charlton: «O sobrevivente»

A LENDA viva do futebol inglês. Assim é descrito Bobby Charlton pelos ingleses a partir de Fevereiro, mês que assinala a morte do "feiticeiro" Stanley Matthews. Um homem e um futebolista como poucos, que dedicou a sua carreira a um só clube: o Manchester United.

"Se já é bastante difícil substituí-lo como pilar da equipa, quanto mais não será também como pessoa", disse Tommy Docherty, o último técnico de Charlton nos "reds devils".

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O "embaixador de Inglaterra", como é, por vezes, apelidado, nasceu para o futebol. Cinco dos seus tios, da parte materna e todos de apelido MIlburn, jogavam futebol: Jackie, avançado-vedeta do Newcastle nos anos 50; John, George e James, do Leeds United; Stanley, do Chesterfield e Leicester.

O trajecto futebolístico de Charlton, armado Cavaleiro pela rainha em 1994 (o segundo jogador após Matthews), inicia-se na selecção inglesa de estudantes e, num piscar de olhos, assina contrato profissional com o Manchester United a 4 de Outubro de 1954. Dois anos e dois dias depois, estreia-se no "onze". Ele era um dos esteios dos "diabos" naquela famosa equipa dos "bebés de Busby".

Daí até à selecção foi um passo. Liderados por Moore na defesa e Bobby Charlton no ataque, a Inglaterra sagra-se campeã mundial em 1966, no Estádio Wembley. Em 1968, no mesmo estádio, vive o momento mais emotivo da sua carreira, ao vencer a Taça dos Campeões na qualidade de capitão.

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Cumpre um sonho e uma promessa feita nos escombros do desastre de Munique, em 1958, que vitima parte dos "bebés de Busby". Ele e o técnico Matt Busby são dois dos sobreviventes e os verdadeiros responsáveis pelo regresso do clube à ribalta.

Os seus feitos não passam ao lado da rainha Isabel II, que o nomeia Oficial da Ordem do Império Britãnico em 69. Um ano volvido, Charlton diz adeus à selecção inglesa (a 106ª e última internacionalização ocorre diante da RFA nos quartos-de-final do Mundial 70, no México) e sai como melhor marcador (49 golos), recorde ainda hoje de pé, apesar das tentativas de Gary Lineker (48).

Após 751 jogos e 246 golos com a camisola da sua vida, despede-se a 28 de Abril de 1973. Um ano antes, num encontro de homenagem (18 de Setembro de 1972), reúne 72 mil pessoas. Uma época no Preston North End e outra no Waterford antecedem a reentrada de Charlton no Manchester United, agora como director.

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A estreia de Bobby Charlton no Manchester United deu-se, curiosamente, frente ao... Charlton Athletic. Colocado no lugar de Tommy Taylor, marcou por duas vezes na vitória por 4-2 no dia 6 de Outubro de 1956.

As equipas portuguesas sofreram com Bobby Charlton. O inglês marcou dois golos e eliminou Portugal nas meias-finais do Mundial 66. Dois anos depois, abriu e fechou a contagem no Manchester United-Benfica na final da Taça dos Campeões.

Quem é Bobby Charlton

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Nome completo: Robert "Bobby" Charlton

Posição: avançado

Data de nascimento: 11.10.37 (Ashington, Inglaterra)

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Carreira: Manchester United (1956-73), Preston North End (74-75) e Waterford (76)

Títulos: 1 Mundial (66), 1 Taça dos Campeões (68), 3 Campeonatos ingleses (57, 65 e 67) e 1 Taça de Inglaterra (63)

Prémios pessoais: Bola de Ouro da "France Football" (66); Bola de Prata da "France Football" (67 e 68); eleito melhor futebolista inglês do ano (66)

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Na selecção inglesa: 106 jogos e 49 jogos

Outras figuras dos anos 60 a 80

SEPP MAIER (28.02.1944, na Alemanha)

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Jogou de 1965 a 1979

Foi "puxado" por Beckenbauer, seu companheiro nos jogos de ténis, para o futebol. O maior guarda-redes alemão de sempre. Representou o Bayern por 14 anos e sagrou-se campeão europeu (72) e mundial (74) pela RFA.

GERD MUELLER (03.11.1945, na Alemanha)

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Jogou de 1963 a 1981

O "Bombardeiro". Foi sete vezes melhor marcador da liga alemã, apontando 636 golos (recorde nacional). Bisou ante a URSS (3-0) na final do Euro-72 e fez o decisivo 2-1 frente à Holanda no Mundial 74. 68 golos em 62 jogos pela RFA.

RIVELINO (01.01.1946, no Brasil)

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Jogou de 1964 a 1981

Campeão mundial em 70. Apelidado de "Patada Atómica". Uma vez, o guarda-redes argentino Buttice (San Lorenzo) teve a coragem de encaixar uma das suas "bombas". O impacto foi tão forte que ficou com a marca do crucifixo no peito.

GEORGE BEST (22.05.1946, na Irlanda do Norte)

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Jogou de 1963 a 1983

O "rebelde com génio" ou o "quinto Beatle" fez furor nos relvados e fora deles. Ganhou fama no Manchester United, ao vencer a Taça dos Campeões ao Benfica (um golo) e a Bola de Ouro da "France Football", ambos em 1968.

CUBILLAS (08.03.1949, no Peru)

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Jogou de 1964 a 1989

Figura-chave do Peru nos Mundiais 70 e 78 (dez golos). Eleito melhor jogador sul-americano em 72, passou quatro épocas no FC Porto (73-77), ganhando uma Taça de Portugal na época da despedida.

LATO (08.05.1950, na Polónia)

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Jogou de 1968 a 1984

Artilheiro no Mundial 74 (sete golos), cobriu-se de ouro nas Olimpíadas de 72 e estabeleceu um recorde de 104 presenças pela selecção polaca. Como recompensa, o Governo (comunista) polaco "libertou-o" para os belgas do Lokeren.

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