Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
A estreia de Bobby Charlton no Manchester United deu-se, curiosamente, frente ao... Charlton Athletic. Marcou por duas vezes na vitória por 4-2 no dia 6 de Outubro de 1956
A LENDA viva do futebol inglês. Assim é descrito Bobby Charlton pelos ingleses a partir de Fevereiro, mês que assinala a morte do "feiticeiro" Stanley Matthews. Um homem e um futebolista como poucos, que dedicou a sua carreira a um só clube: o Manchester United.
"Se já é bastante difícil substituí-lo como pilar da equipa, quanto mais não será também como pessoa", disse Tommy Docherty, o último técnico de Charlton nos "reds devils".
O "embaixador de Inglaterra", como é, por vezes, apelidado, nasceu para o futebol. Cinco dos seus tios, da parte materna e todos de apelido MIlburn, jogavam futebol: Jackie, avançado-vedeta do Newcastle nos anos 50; John, George e James, do Leeds United; Stanley, do Chesterfield e Leicester.
O trajecto futebolístico de Charlton, armado Cavaleiro pela rainha em 1994 (o segundo jogador após Matthews), inicia-se na selecção inglesa de estudantes e, num piscar de olhos, assina contrato profissional com o Manchester United a 4 de Outubro de 1954. Dois anos e dois dias depois, estreia-se no "onze". Ele era um dos esteios dos "diabos" naquela famosa equipa dos "bebés de Busby".
Daí até à selecção foi um passo. Liderados por Moore na defesa e Bobby Charlton no ataque, a Inglaterra sagra-se campeã mundial em 1966, no Estádio Wembley. Em 1968, no mesmo estádio, vive o momento mais emotivo da sua carreira, ao vencer a Taça dos Campeões na qualidade de capitão.
Cumpre um sonho e uma promessa feita nos escombros do desastre de Munique, em 1958, que vitima parte dos "bebés de Busby". Ele e o técnico Matt Busby são dois dos sobreviventes e os verdadeiros responsáveis pelo regresso do clube à ribalta.
Os seus feitos não passam ao lado da rainha Isabel II, que o nomeia Oficial da Ordem do Império Britãnico em 69. Um ano volvido, Charlton diz adeus à selecção inglesa (a 106ª e última internacionalização ocorre diante da RFA nos quartos-de-final do Mundial 70, no México) e sai como melhor marcador (49 golos), recorde ainda hoje de pé, apesar das tentativas de Gary Lineker (48).
Após 751 jogos e 246 golos com a camisola da sua vida, despede-se a 28 de Abril de 1973. Um ano antes, num encontro de homenagem (18 de Setembro de 1972), reúne 72 mil pessoas. Uma época no Preston North End e outra no Waterford antecedem a reentrada de Charlton no Manchester United, agora como director.
A estreia de Bobby Charlton no Manchester United deu-se, curiosamente, frente ao... Charlton Athletic. Colocado no lugar de Tommy Taylor, marcou por duas vezes na vitória por 4-2 no dia 6 de Outubro de 1956.
As equipas portuguesas sofreram com Bobby Charlton. O inglês marcou dois golos e eliminou Portugal nas meias-finais do Mundial 66. Dois anos depois, abriu e fechou a contagem no Manchester United-Benfica na final da Taça dos Campeões.
Quem é Bobby Charlton
Nome completo: Robert "Bobby" Charlton
Posição: avançado
Data de nascimento: 11.10.37 (Ashington, Inglaterra)
Carreira: Manchester United (1956-73), Preston North End (74-75) e Waterford (76)
Títulos: 1 Mundial (66), 1 Taça dos Campeões (68), 3 Campeonatos ingleses (57, 65 e 67) e 1 Taça de Inglaterra (63)
Prémios pessoais: Bola de Ouro da "France Football" (66); Bola de Prata da "France Football" (67 e 68); eleito melhor futebolista inglês do ano (66)
Na selecção inglesa: 106 jogos e 49 jogos
Outras figuras dos anos 60 a 80
SEPP MAIER (28.02.1944, na Alemanha)
Jogou de 1965 a 1979
Foi "puxado" por Beckenbauer, seu companheiro nos jogos de ténis, para o futebol. O maior guarda-redes alemão de sempre. Representou o Bayern por 14 anos e sagrou-se campeão europeu (72) e mundial (74) pela RFA.
GERD MUELLER (03.11.1945, na Alemanha)
Jogou de 1963 a 1981
O "Bombardeiro". Foi sete vezes melhor marcador da liga alemã, apontando 636 golos (recorde nacional). Bisou ante a URSS (3-0) na final do Euro-72 e fez o decisivo 2-1 frente à Holanda no Mundial 74. 68 golos em 62 jogos pela RFA.
RIVELINO (01.01.1946, no Brasil)
Jogou de 1964 a 1981
Campeão mundial em 70. Apelidado de "Patada Atómica". Uma vez, o guarda-redes argentino Buttice (San Lorenzo) teve a coragem de encaixar uma das suas "bombas". O impacto foi tão forte que ficou com a marca do crucifixo no peito.
GEORGE BEST (22.05.1946, na Irlanda do Norte)
Jogou de 1963 a 1983
O "rebelde com génio" ou o "quinto Beatle" fez furor nos relvados e fora deles. Ganhou fama no Manchester United, ao vencer a Taça dos Campeões ao Benfica (um golo) e a Bola de Ouro da "France Football", ambos em 1968.
CUBILLAS (08.03.1949, no Peru)
Jogou de 1964 a 1989
Figura-chave do Peru nos Mundiais 70 e 78 (dez golos). Eleito melhor jogador sul-americano em 72, passou quatro épocas no FC Porto (73-77), ganhando uma Taça de Portugal na época da despedida.
LATO (08.05.1950, na Polónia)
Jogou de 1968 a 1984
Artilheiro no Mundial 74 (sete golos), cobriu-se de ouro nas Olimpíadas de 72 e estabeleceu um recorde de 104 presenças pela selecção polaca. Como recompensa, o Governo (comunista) polaco "libertou-o" para os belgas do Lokeren.
Noutro duelo de preparação, a Argentina goleou a Zâmbia com Otamendi a marcar
Treinador diz ainda que a Federação do país tem mostrado muita cautela nos festejos da decisão da CAF
Treinador português antecipa ainda "muita pressão política" na decisão do TAS, em relação ao recurso interposto pelos senegaleses
Selecionador admite que os EUA concederam demasiado espaço aos jogadores portugueses
Adeptos locais assobiaram também o hino egípcio
Trio do podcast 'The Rest Is Football' não coloca o esquadrão luso entre favoritos, mas lembra que... Ronaldo pode fazer a diferença
Jogador representou a seleção da Bulgária por 102 vezes e era titular na equipa que chegou às meias-finais do Mundial de 1994
Valorizar jogador local é objetivo do novo Manager da academia do emblema da 3ª divisão