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O técnico português Carlos Queiroz apresentou a sua demissão do cargo de selecionador do Irão, na sequência de uma longa reunião com a federação local em que ficou percetível não existirem as condições necessárias para avançar o plano de preparação para o Mundial'2018 que o treinador apresentara.
Carlos Queiroz emitiu um comunicado a explicar o sucedido. "No dia 6 de Janeiro, na sequência de uma reunião com o presidente da Federação Iraniana, apresentei o pedido de demissão do cargo de Seleccionador Nacional Iraniano. Esta decisão surge na sequência de uma reunião de cinco horas, no fim da qual foi concluído não existirem condições para a implementação do Plano de Preparação para o Campeonato do Mundo, plano esse já apresentado e aprovado pela Federação Iraniana, Liga e clubes, mas permanentemente minado devido à oposição sistemática movida contra a Federação e contra o seleccionador iraniano, por parte de agentes desportivos não interessados no sucesso da Selecção Nacional. Depois de um ano de 2016 sem derrotas, em que a Selecção do Irão ascendeu à liderança do respectivo Grupo de Qualificação para o Mundial e confirmou o seu estatuto de melhor selecção asiática do Ranking FIFA, a Federação Iraniana reconheceu não ter as condições nem a autoridade para a implementação do plano já aprovado", podia ler-se.
Record sabe que a federação iraniana tem prevista uma reunião de emergência para esta 2.ª feira, onde irá decidir se aceita o pedido feito pelo treinador português, de 63 anos.
Após um ano de 2016 perfeito para a seleção do Irão, em que não perdeu qualquer jogo - nove vitórias e dois empates em 11 jogos -, Queiroz sente que há fatores externos a condicionar o seu trabalho. O Irão ocupa o 1.º lugar no grupo A da qualificação asiática para o Mundial'2018, com 3 vitórias e 2 empates em 5 jogos e um saldo positivo de 4-0 em golos.