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O vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, João Vieira Pinto, e o presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, afirmaram apoiar a Polónia, que recusou disputar com a Rússia o 'play-off' de acesso ao Mundial do Qatar.
Os dirigentes, que falavam à margem da chegada do futebolista Nelson Monte, depois de três dias de viagem da Ucrânia para Portugal, mostraram total solidariedade com a tomada de posição da federação Polaca, considerada pelo capitão Robert Lewandowski como "a decisão correta".
"Acho que todas as medidas que se possam tomar para ajudar ao término da guerra estarei sempre de acordo e a Federação, naturalmente, também. Se fosse uma forma de pressão para que a guerra acabasse, concordava perfeitamente", afirmou João Vieira Pinto.
Por sua vez, Joaquim Evangelista salientou que todas as medidas que sejam importantes para por cobro "a este atentado à humanidade valem".
"Acho que temos de ir à ferida, tocar nos interesses importantes para a Rússia, para ver se o lunático muda de ideias. Mas é difícil. Estamos longe e ninguém sabe como isto vai acabar", começou por dizer, salientando que a vontade dos jogadores foi determinante nesta tomada de posição.
"Independentemente das federações, organizações ou um clube que quisesse jogar, mas os jogadores, se recusassem, que é o que está a acontecer. Relembro a posição do Lewandowski, é determinante para não se realizar um jogo. Acho que a vontade dos jogadores é superior à vontade das organizações. Ainda bem. É nestes momentos que devemos afirmar a nossa identidade e o nosso dever cívico para com o nosso país e para a comunidade", destacou.
No final da noite deste sábado, João Vieira Pinto e Joaquim Evangelista marcaram presença no aeroporto Humberto Delgado, na chegada do futebolista Nelson Monte, que representa os ucranianos do SC Dnipro-1.
"Quanto tivemos conhecimento que ele estava em fuga, entrámos em contacto com ele. Articulámos com os sindicatos mais próximos. O polaco, o romeno e a FIFPRO. Entretanto, falámos com a Federação Portuguesa de Futebol, o presidente Fernando Gomes também falou com o Nelson" disse Evangelista.
O dirigente prosseguiu: "Ele tentou ir para a Polónia e não foi possível. Entretanto, foi para a Roménia e fomos articulando com o sindicato romeno. A nossa intervenção foi mais de solidariedade e de uma voz amiga. Nestes momentos, a solidão é o pior inimigo. Ele teve muita gente do lado dele."
Segundo Joaquim Evangelista, a Federação Portuguesa de futebol, na pessoa do presidente Fernando Gomes, está a ter um papel fundamental na saída de vários jogadores da Ucrânia, fazendo a ponte com a UEFA.
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