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Luís Campos, conselheiro desportivo do PSG, concedeu uma longa entrevista à TF1 na qual, entre outros assuntos, abordou o início de carreira - sabia que "não seria futebolista", mas que o futebol tinha de fazer parte da sua vida. Depois de sair do Sporting Clube de Espinho, onde integrou a equipa técnica de Carlos Garcia, recebeu um telefonema de Amândio Barreiras para regressar. Luís Campos estava em lua de mel com a mulher, mas... não foi um problema.
"Naquela altura, não se ia para as Caraíbas ou para as Maldivas na lua de mel. Também não tínhamos dinheiro para isso. Ao terceiro dia, recebo um telefonema do Amândio Barreiras, que tinha acabado de assumir o lugar do Carlos Garcia em Espinho. Disse-me que gostaria muito que eu fosse trabalhar com ele. Falei com a minha mulher e decidimos, juntos, regressar a Espinho. Na manhã seguinte, já estava a treinar com a equipa. À tarde, voltava para junto da minha mulher no hotel para continuarmos a nossa 'lua de mel'. A minha paixão pelo futebol é tão grande que chegou ao ponto de me fazer interromper a lua de mel", contou.
Luís Campos rumou a Espanha para observar os adversários do Real Madrid na Liga dos Campeões e "procurar potenciais reforços". Conviveu de perto do José Mourinho. "No Real Madrid, no último ano, José [Mourinho] fez-me voltar ao terreno. Foi um momento decisivo para mim, tinha dois caminhos à minha frente. Ou voltava ao terreno ou ficava nos bastidores. Permitiu-me saber o que queria. Em 2013, depois de deixar Madrid, segui para o Monaco. Aceitei a proposta para ser consultor de Vadim Vasilyev, vice-presidente do Monaco. Ir para o Monaco foi uma ótima decisão da minha parte. Talvez uma das mais importantes da minha vida".
Depois de falar sobre o início da carreira, o português, de 61 anos, abordou também o trabalho de scouting. "É um trabalho no qual é preciso tentar passar incógnito. Ninguém deve perceber que eu lá estou. É a arte da dissimulação. Embora hoje tudo seja mais complicado. Toda a gente está alerta, há pessoas que por vezes têm acesso à lista de passageiros do voo em que embarcámos. Mas continuo, ainda assim, a deslocar-me", começou por explicar.
E acrescentou, revelando que tem "sempre à mão uma listas de 9 jogadores por posição com 3 patamares de preço diferentes": "Cada jogador tem um preço. Quando construímos uma equipa, não podemos ultrapassar um custo total. Caso contrário, enfrentamos problemas graves, como aconteceu no Monaco, onde tivemos de mudar todo o projeto apenas um ano depois de o termos colocado nos eixos. Com a experiência que acumulei, criei a minha própria filosofia de trabalho, na qual acredito muito. Desenvolvi um sistema de scouting fantástico. Assenta num princípio simples: tenho sempre à mão listas de 9 jogadores por posição com 3 patamares de preço diferentes".
"Não gosto de ser surpreendido, antecipo muito. A antecipação é uma das minhas grandes forças. Faz parte do espírito do scouting. Gosto de poder responder às expetativas do treinador com quem trabalho. Estou lá para o ouvir, compreender o projeto que ele deseja implementar e ajudá-lo a encontrar os jogadores certos".
"Hoje em dia, temos nas nossas cozinhas máquinas que fazem tudo. Podemos ter o dinheiro para comprar os melhores legumes, podemos ter os legumes certos, mas é preciso conhecer a receita para fazer uma boa sopa", finalizou.
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