Os problemas parecem não ter fim para Gianni Infantino. Depois de ter estado no olho do furacão por ter tentado vender o Mundial de futebol a investidores privados, o presidente da FIFA está metido numa nova polémica que envolve, alegadamente, milhões de euros que não foram declarados e que ajudaram a ostentar uma vida de luxo em Miami, nos Estados Unidos, precisamente antes do Mundial'2026.
Segundo uma investigação do 'The Times', os pagamentos recebidos por Infantino não estavam incluídos no salário base nem nos bónus estipulados no seu contrato. O responsável máximo daquele organismo terá tirado proveito deste dinheiro para, por exemplo, ficar instalado numa mansão à beira-mar, propriedade pela qual terá desembolsado dezenas de milhares de dólares mensalmente.
Infantino terá, portanto, recebido "dois salários distintos" ao longo de vários meses: um da FIFA, que constava no relatório anual da entidade, e outro da empresa que ajudou a organizar o Mundial, que não foi declarado e não é conhecido ao detalhe.
Questionada pelo jornal britânico acerca do caso, a FIFA explicou apenas que a "remuneração anual de Infantino, bem como outros benefícios contratuais, são decididos pela subcomissão de remunerações da FIFA, e que estes são comunicados às autoridades norte-americanas em conformidade com os requisitos da declaração".