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O avançado brasileiro Romário regressou dos Estados Unidos, onde passou o Natal com a família e, ao desembarcar no Aeroporto internacional do Rio de Janeiro, aceitou voltar a falar com os jornalistas, após 104 dias de silêncio.
O jogador começou por dizer que ainda não sabe por que clube irá actuar em 2003, mas que, "por tudo que aconteceu comigo no Fluminense no segundo semestre de 2002 e pelo carinho que recebi de todos no clube, a tendência é que eu possa ficar no Fluminense.”
O “baixinho” que vai proporcionar em sua casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, um grande “réveillon” onde estarão presentes mais de 500 convidados, afirmou ainda que a parte financeira não será importante porque, “desde que regressei ao Brasil nunca me preocupei com isso. Daí não estar preocupado agora. Soube de um possível interesse do Barcelona, mas por aquilo que me conheço, dificilmente voltarei a jogar fora do Brasil, apesar de ter ficado feliz, faz bem ao ego".
Romário lembrou que faltou um pouco mais de sorte ao Fluminense para chegar à final do Campeonato Brasileiro. "Eu também sofri uma lesão logo aos 20 minutos do jogo com o Corinthians e isto acabou por prejudicar não só a minha presença no jogo como também do time. Mas para aqueles que acham que eu estou velho, a prova de que qualquer jogador pode lesionar-se foi o médio Diego do Santos que na final com o Corinthians, deixou o campo logo no primeiro minuto", disse Romário.
O jogador lembrou ainda que ficou 104 dias sem falar com a Imprensa porque não tinha nada para dizer e, "para falar besteiras é melhor ficar calado. Já passei por essa fase, já estou vacinado em relação a isso".
Para o Baixinho, o ano de 2002 não poderia ter sido melhor para o futebol brasileiro.
"Conquistou o título mundial, o Ronaldo voltou a jogar bem e as grandes revelações foram do futebol brasileiro. Por tudo isso não tem como não dizer que foi um ano muito positivo para todos nós no que diz respeito ao futebol", analisou Romário.
O avançado fez questão de elogiar a CBF pela contratação do técnico Ricardo Gomes para a selecção Olímpica do Brasil.
"Melhor escolha não poderia ter sido feita. O Ricardo é competente e merece ser o treinador. Só não sei se teria condições para ser o treinador das duas selecções, a principal e a olímpica. Por isso acho que ele deve ficar apenas numa e, quem sabe, trazer o título que falta ao futebol brasileiro, a medalha de ouro das Olimpíadas", afirmou.
Para finalizar o contacto com os jornalistas, Romário falou das suas possibilidades no escrete. “Conheço as minhas capacidades. Acho que ainda vou jogar uns dois anos. Mas não me iludo com a selecção brasileira. Se ainda for chamado, estarei sempre à disposição. Mas uma coisa tenho que dizer: tudo que vier é lucro."