Gianni Infantino, atual presidente da FIFA, está cada vez mais pressionado e agora, segundo uma investigação do 'The Telegraph', descobriu-se que a UEFA terá pago uma indemnização de seis dígitos a uma amante do suíço durante o tempo em que este esteve no organismo que tutela o futebol europeu.
Várias fontes apontam que existia um conhecimento generalizado dentro da UEFA do alegado caso entre Infantino e uma jovem que ocupava um cargo administrativo quando a relação começou. Mais tarde, esta terá sido promovida para uma função de gestão melhor remunerada, com um aumento salarial de 30%.
A investigação chegou até Michel Platini, presidente da UEFA de 2007 a 2015. O 'The Telegraph' falou com várias testemunhas e várias corroboram a ideia de que o antigo jogador francês e superior hierárquico confrontou Infantino com a necessidade de tomar uma decisão e que seria necessário que um dos dois saísse. Infantino terá escolhido a sua própria permanência, mas garantindo uma indemnização de centenas de milhares de euros.
Recorde-se que Infantino entrou na UEFA em 2000 e saiu 16 anos depois como secretário-geral, altura em que assumiu a presidência da FIFA. Conheceu a sua mulher, Leena Al Ashqar, através do futebol, pois ela trabalhava para a Federação Libanesa de Futebol, com quem tem quatro filhas.
UEFA confirma pagamento de indemnização e das propinas para um curso de MBA, mas FIFA nega tudo
Na noite de sexta-feira, um porta-voz da UEFA confirmou a existência do "pagamento pela saída de uma mulher", cuja identidade não foi identificada, juntamente com o "pagamento das propinas de um curso de MBA numa escola de negócios local", que custava cerca de 45 mil libras por ano (cerca de 52 mil euros/ano), como parte do acordo. A mesma comunicação garante ainda que "os regulamentos foram reforçados desde 2016" para impedir situações destas.
Já um porta-voz da FIFA contraria toda a história: "O presidente da FIFA, Gianni Infantino, nega veementemente estas alegações, que são categoricamente falsas. Qualquer insinuação de conduta inadequada ou de violação dos estatutos ou regulamentos é difamatória."
Certo é que a UEFA está cada vez mais afastada da FIFA, sobretudo após o surgimento do plano de vender o Mundial a investidores privados, e até já ameaçou avançar com uma ação legal contra a entidade que rege o desporto mundial.