O francês Raphael Varane recordou recentemente a sua passagem pelo Real Madrid e a sua relação com José Mourinho, técnico português que diz ter sido decisivo para extrair o melhor de si, mesmo de uma forma... especial. Em conversa no podcast 'The Bridge', no qual Aurélien Tchouaméni é co-apresentador e que, neste episódio, teve Lassana Diarra como convidado, o já retirado antigo central lembrou algumas episódios marcantes, desde a primeira época, até ao dia em que o português o 'picou'.
“Só lhe posso estar agradecido. Porque se foi o Zidane quem me chamou, é ele quem me traz de volta depois. Quando cheguei disse-me 'só quero uma coisa: que durante uma hora e meia me dês tudo todos os dias. De resto, não te preocupes, que vais melhorar. Eu trato disso. Relaxa'. Na primeira temporada joguei 15 jogos no total, mas sempre nos encontros em que já estávamos qualificados, ou os da Copa... Ajudou-me a evoluir pouco a pouco e não me atirou ao fundo", começou por lembrar.
A situação mudou um pouco na segunda época. "Comecei com o pé errado. Vem a pré-temporada, sou convocado para a seleção, fiquei com confiança, quis mostrar-me. Tentei e acabei por fazer demasiado. Não me sentia bem, não me senti confortável. E há um dia em que ele chama por mim - a equipa também não tinha começado muito bem... Recordo-me, foi no ginásio, ele chama por mim e diz-me diretamente 'Mas por que é que és inútil?' (risos) Olhei para ele surpreendido, sem saber o que dizer, porque tinha-me picado com aquilo. Disse-lhe que não era fácil, porque não jogava e que estava a ser um começo de temporada complicado. Aquilo atingiu-me onde mais dói. E, depois disso, pergunta-me: 'quarta-feira, estás pronto para jogar?' E nessa quarta-feira era um grande jogo com o Manchester City", recordou.
“Se perdêssemos, estaríamos praticamente fora. Eu alinhei na conversa e disse 'sim, estou pronto'. Mas não estava, nem fisicamente, nem mentalmente. E diz-me 'ok' e vai embora. No treino dei tudo e no dia seguinte, na véspera do jogo, vejo que estou na equipa. Mas vi que o Ramos estava no banco. Tinha 19 anos e pensei para mim 'estou em Espanha, tenho 19 anos, não estou a 100% e vou ser titular na Champions'. Se fizer merda, está tudo acabado. Sem futuro para mim depois disso. Iam emprestar-me, estava acabado. Faço o jogo, tinha câimbras por todo o lado, mas fiz um bom jogo. A época continuou e eu continuei a jogar. Depois, na segunda metade da época, tive mesmo a melhor segunda metade da minha carreira. Foi ele quem me fez voltar a jogar. É o tipo de treinador que puxa por ti para dares o melhor de ti", destacou.
E a verdade é que foi com Mourinho que assinou algumas das suas melhores temporadas no Real Madrid, um clube do qual saiu em 2020/21 rumo ao Manchester United. Uma mudança que, no final de contas, acabou por não gerar o esperado na carreira do francês, que viria a retirar-se já esta temporada, quando estava vinculado ao Como.
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