A arbitragem do recente Barcelona-Paris SG continua a dar que falar em França e o jornal 'L'Équipe' foi entrevistar Bernard Tapie, antigo presidente do Marselha, que deu alguns conselhos ao clube parisiense sobre a melhor forma de conseguir ajudas dos homens do apito. E a conversa começou com o Benfica-Marselha de 1990, o da famosa mão de Vata que deu a final da Taça dos Campeões Europeus aos encarnados.
"Quando Vata nos eliminou com a mão, estava absolutamente convencido que o árbitro viu o lance. Como o golo foi validado, não pude deixar de pensar em coisas que pisavam o limite da desonestidade, como um pequeno acordo por um maço de notas, um presente, uma prostituta enviada ao quarto de hotel ou qualquer outra coisa em que se possa pensar", contou.
Tapie assume que a corrupção era algo de que sempre tinha ouvido falar. "Perdi uma final contra o Estrela Vermelha [em 1991, nos penáltis]. Se pudéssemos ganhar a Taça dos Campeões a recorrer a esses meios, era certo que o Estrela Vermelha não teria ganho", garante.
Ao fim de 27 anos, o polémico dirigente - que esteve preso por comprar resultados no campeonato francês - acredita que o erro do juiz belga Marcel Langenhove não foi intencional. "Não há nenhuma dúvida que o árbitro cometeu um erro e já não há nenhuma dúvida que o árbitro o cometeu inconscientemente", adianta, explicando: "Os árbitros são humanos, apaixonados pelo futebol como tu e eu, mesmo ao fim de tantos anos. Alimentam-se da admiração dos feitos de alguns jogadores e de alguns clubes."
E acredita que foi precisamente isso que aconteceu ao Deniz Aytekin. "És alemão, apitas o Barcelona-PSG. E não tens nada a ver com o PSG. Nada. O clube que te faz sonhar é o Barça, não o Paris. Quando o Cavani é empurrado na grande área, não é a mesma coisa do que quando é Messi. É mesmo assim, sobretudo quando o clube mítico joga em casa. Vê como o PSG derrotou o Nancy, com um penálti inexistente. Os dirigentes do PSG têm de perceber isto ou deixar o futebol, porque vai funcionar sempre assim."
Por isso, Tapie recorda o que fez depois do Benfica-Marselha de 1990. "Toda a gente disse que eu ia começar a comprar árbitros. Na realidade, contratei Franz Beckenbauer alguns meses depois. Ele foi treinador durante algum tempo e depois passou a diretor-desportivo. Era incrível. Os árbitros pediam-lhe autógrafos na bola de jogo. Beneficámos imenso da sua imensa notoriedade. Ele deu-nos o seu prestígio", sublinha.
E aconselha o PSG a fazer o mesmo. "O clube precisa de um grande, grande manager, cujo nome signifique qualquer coisa. Tem dinheiro suficiente para lhe pagar. Kluivert tem de sair. Faz alguém sonhar? A mim não, não me diz nada. Ao alto nível, há pessoas incríveis", destacou.
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