Esta quarta-feira a partir das 20h00, José Mourinho regressa a Roma para defrontar a sua antiga equipa na Liga dos Campeões. Um jogo especial para o treinador do Real Madrid, mas também para Antonio Cassano.
O antigo internacional italiano representou os dois clubes e anteviu o encontro em entrevista ao 'As'.
"Roma e Real Madrid são duas equipas muito diferentes. Para começar, a Roma tem um treinador fantástico e o Real Madrid não, porque Mourinho não gosta de jogar futebol, só gosta de falar. É incrível que a equipa mais forte da história o tenha contratado. Não compreendo como é que Florentino Pérez apostou nele. Isso deixa-me maluco. Se trocássemos os treinadores de banco, o Real Madrid ganhava 10-0", começou por dizer, elogiando Gian Piero Gasperini e criticando o treinador português.
Confrontado com os 26 títulos que Mourinho conquistou ao longo da carreira, Cassano desvalorizou esses feitos.
"O Gasperini só ganhou uma Liga Europa, mas para mim os títulos não interessam, o que me importa é o que vejo em campo. O Mourinho já não pode treinar mais. Tem tido muita sorte porque nenhuma das equipas dele jogou bem. A sua proposta de jogo caducou há dez anos. A sua carreira não deixou nenhum legado, apenas discussões com toda a gente. Ele gosta de falar de outras coisas, mas não de futebol. Um dos seus grandes méritos é ter o Jorge Mendes como empresário, que lhe arranja sempre boas equipas", acrescentou.
Apesar de todas as críticas, o ex-jogador que terminou a carreira na Sampdoria acredita que os merengues irão bater os giallorossi.
"A Roma joga muito bem, mas o Real Madrid é mais forte. Acho que vai ser um jogo difícil, mas, mesmo a 80%, o Real Madrid ganha, ainda que o Gasperini seja muito bom e o Mourinho pouco ou nada", atirou antes de deixar uma sugestão ao clube espanhol.
"Não devem fechar-se lá atrás à espera que Mbappé, Bellingham ou Vinícius comecem a resolver os jogos. Devem aprender com o Barcelona e com Hansi Flick, que criou uma grande equipa com uma enorme personalidade em que todos atacam. O Real Madrid faz as coisas ao contrário", concluiu.
Por João Falcão Morais