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Antonio Cassano sempre foi um jogador polémico e continuou a sê-lo depois de terminar a carreira na Sampdoria em 2017, já na qualidade de comentador.
Em entrevista ao 'As', o antigo internacional italiano, no meio de alguns risos, corroborou a ideia de que corria e trabalhava pouco. "É verdade. Eu tinha muito talento e pouco sacrifício, toda a gente sabe disso. Não tinha força de vontade para comer menos e trabalhar mais, mas fui feliz à minha maneira", garantiu antes de recordar a transferência da Roma, o clube onde brilhou mais, para o Real Madrid em janeiro de 2006. Mais concretamente, lembrou o visual escolhido para a apresentação oficial.
"Não sei o que me passou pela cabeça há 20 anos. Era um tonto. Usava um casaco horrível e um ar pouco apropriado para a ocasião. Eu era assim. Às vezes fazia parvoíces e em Madrid ainda mais", disse.
"Eu devia ter ido preso porque o meu comportamento era uma m.... Gostava de comer, sair à noite e não treinar. Tinha dez quilos a mais. A culpa foi toda minha. Cruzei-me com Zidane, Ronaldo e Guti, mas faltava-me cabecinha. Com a cabeça de hoje, teria jogado dez anos naquela equipa", atirou o antigo avançado que foi treinado por Fabio Capello nos merengues, com quem diz ter falhado.
"Tive-o como treinador na Roma e no Madrid e é verdade que não me comportei bem com ele. Eu tinha uma cabeça de m..., mas recordo-o como o treinador mais importante da minha carreira. Hoje tenho uma relação fantástica com o Fabio, mas ele sempre gostou de profissionais que treinam bem, que são exigentes, que se cuidam e têm muito respeito pela profissão. Eu fazia exatamente o oposto. Portei-me mal, mas hoje levo-o tanto a ele como à sua família no coração", explicou.
Atualmente, Cassano, continua a desvalorizar as equipas que "correm e correm".
"O futebol atual agrada-me muito menos do que o da minha época porque falta personalidade e talento. Divirto-me com a seleção espanhola, o Barcelona, o PSG e, durante alguns anos, com o Manchester City de Guardiola. Os outros correm e correm, mas eu adoro os que jogam futebol com coragem e caráter", concluiu.