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«Experiências de um professor louco»: o olhar da imprensa à tática de Guardiola para a final da Champions

• Foto: Action Images

Ao contrário do que a maioria dos adeptos e casas de apostas previam, o Chelsea conquistou ontem (sábado) a Liga dos Campeões 2020/21 após derrotar, na final, o Manchester City de Pep Guardiola, que de acordo com a imprensa internacional terá sido o principal culpado da derrota dos citizens em pleno Estádio do Dragão.

O treinador catalão avançou com uma pequena surpresa na equipa e decidiu deixar Fernandinho e Rodri de início no banco de suplentes, deixando os citizens sem um médio com características mais defensivas em campo, aliando ainda ao facto de não ter um ponta-de-lança de raiz lá na frente. Estas duas alterações não escaparam aos olhos da imprensa internacional, que aponta o dedo ao técnico do Manchester City, que conta com um marcador negativo (0-3) no que toca a duelos com Thomas Tuchel.

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Eis as apreciações da imprensa internacional às opções iniciais de Guardiola para a final

'Mirror'

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"Guardiola voltou a surpreender com um alinhamento inicial antes de uma grande partida e, uma vez mais, a sua experiência saiu horrível, terrivelmente mal. Fernandinho e Rodri ficaram no banco, o que significa que o Manchester City começou a partida sem um médio-centro. E foi um grave erro de cálculo... com homens-chave do Manchester City, como Kevin de Bruyne, fora de posição. O catalão tem culpa na desilusão na final."

'Olé'

"O Chelsea venceu a final da Liga dos Campeões frente ao Manchester City com um golo de Havertz. Num jogo disputado num ritmo altíssimo, os homens de Tuchel fizeram história. Voltou a não sair bem o facto de Guardiola começar uma partida sem um '9' de referência. Sterling e De Bruyne, em conta-gotas, conseguiram fazer algum dano pela ala esquerda, mas sempre que centravam para o centro não encontravam destinatário."

'Daily Mail'

"Thomas Tuchel foi uma vez o ansioso aprendiz, mas desta vez o treinador do Chelsea foi um autêntico maestro. Um novo ímpeto para o futebol de ataque foi o que Guardiola trouxe em 2008 quando assumiu o comando técnico do Barcelona e que o demonstrou quase perfeitamente há dez anos, quando ganhou este troféu pela última vez, destruindo o Manchester United em Wembley em 2011. E o futebol de ataque foi o que o matou aqui.

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"Arrancar a partida sem Fernandinho ou Rodri pareceu excessivamente imprudente até mesmo para um homem tão comprometido com a estética do futebol ofensivo (como Guardiola). Quando se joga contra uma equipa como o Chelsea, desenhada por Thomas Tuchel para contra-atacar a grande velocidade e explorar os espaços, (o onze) roçou ser ridiculamente imprudente."

'BBC'

"Thomas Tuchel superou o seu homólogo do Manchester City, Pep Guardiola, pela terceira vez desde que substituiu Frank Lampard em janeiro para levar o maior troféu de futebol para os clubes europeus para Stamford Bridge pela primeira vez desde 2012.

"Guardiola não pode esconder a sua responsabilidade depois de montar uma estratégia que fracassou. Surpreendentemente decidiu não utilizar Rodri ou Fernandinho como médio mais defensivo, deixando o Manchester City com um plano de jogo confuso, que reduziu a sua efetividade e que raramente apresentou problemas ao Chelsea. Tuchel foi um mago."

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'The Sun'

"Pep Guardiola pisou a ténue linha entre a genialidade e a loucura e decidiu que uma final da Champions era o momento adequado para fazer experiências de um professor louco. O grande alquimista do Manchester City terminou por inventar apenas uma bomba-relógio quando colocou a equipa em campo sem um médio-defensivo e um avançado de raiz. Tuchel derrotou assim o Manchester City por três vezes em seis semanas, em três competições diferentes."

Por Record
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