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Outros casos: Agressão de Mauro Tassotti punida com oito jogos

ANALISANDO outros incidentes ocorridos no passado constata-se que a UEFA teve, de facto, mão pesada para com os três jogadores portugueses. No Mundial de 1994, por exemplo, o italiano Tassotti deu uma cotovelada ao espanhol Luis Enrique, o que lhe valeu uma suspensão de oito jogos internacionais após recurso às imagens vídeo (o árbitro não actuou disciplinarmente, pois não se apercebeu da agressão).

Ora, um olhar sobre o calendário de provas permite constatar que, durante os nove meses de suspensão, Abel Xavier vai falhar sete encontros da selecção portuguesa por ter agarrado o braço do árbitro Gunter Benko.

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Mais recentemente, em Abril de 1999, os jogadores do Marselha e do Bolonha envolveram-se em confrontos físicos depois de se terem defrontado nas meias-finais da Taça UEFA. Uns quantos murros e pontapés valeram aos franceses Dugarry e Jambay cinco e quatro jogos de castigo, respectivamente. No ano anterior (26/01/98), o italiano Di Canio (então no Sheffield Wednesday) apanhou 11 jogos por ter empurrado o árbitro Paul Alcock depois de ter sido expulso frente ao Arsenal.

Igual punição teve Burgos, guarda-redes do Maiorca, por ter dado um soco num adversário. Gesto também experimentado por Kluivert com uma diferença: o avançado do Barcelona pôs um adversário KO mas levou cinco jogos. E quem não se lembra do pontapé digno de um karateca aplicado por Cantona num espectador? Refira-se que o castigo mais pesado para o francês foi aplicado pelo próprio Manchester United, clube que representava. É certo que estamos a falar de punições aplicadas por entidades diferentes mas a discrepância de critérios não deixa de ser evidente.

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