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Rui Águas: «Única falha foi mesmo a finalização»

Rui Águas: «Única falha foi mesmo a finalização»
• Foto: Getty Images

Com três empates, Cabo Verde ficou pelo caminho na 1.ª fase da CAN’2015, despedindo-se da Guiné Equatorial com apenas um golo marcado, da autoria de Heldon, na conversão de uma grande penalidade. No balanço da participação cabo-verdiana na prova, oselecionador Rui Águas apenas lamenta o facto de o ataque não ter funcionado. “Tivemos uma boa preparação mas chegámos à competição e não conseguimos capitalizar as oportunidades criadas. Se analisarmos os encontros disputados, constatamos que construímos sempre oportunidades de golo mas infelizmente não fomos felizes”, começou por observar o treinador português a Record, enaltecendo a entrega e determinação dos jogadores.

“Não posso apontar nada. Deram sempre o máximo. ACAN foi uma boa experiência, mas claro que fiquei triste por não termos seguido em frente. Fomos superiores aos nossos adversários na maioria das vezes, mas faltou o mais importante: marcar. Criámos cerca de 12 oportunidades...”, recordou Rui Águas, antes de apontar as dificuldades criadas pelas lesões, que impediram mesmo a convocatória de Zé Luís:“Tivemos alguns problemas no sector ofensivo. Os três pontas-de-lança que disputaram a fase de qualificação estavam condicionados fisicamente.”

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Cabo Verde ficou em 3.º lugar no Grupo B, atrás da Tunísia e da RDCongo. “Sabíamos que tínhamos uma grande responsabilidade em representar uma nação. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, trabalhámos para atingir os objetivos, mas infelizmente não conseguimos”, sublinhou Águas, que apenas tem um aspeto negativo a apontar na organização da prova: “As condições de treino eram demasiado más, mas eram iguais para todas as seleções.”

Equilíbrio

Quanto ao que resta da CAN, Rui Águas prevê que as características demonstradas até este momento se mantenham. “Vai haver equilíbrio até ao fim. Todas as seleções acreditam que podem chegar à final. Não há muito rigor tático mas isso faz parte do encanto do futebol africano. Considero a Argélia, a Costa do Marfim e o Gana como equipas mais fortes”, observou o português, que se mostrou contra o critério de desempate por sorteio, que ontem sorriu à Guiné-Conacri:“Não se deve apurar ou eliminar uma equipa por via administrativa.”

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