Réplicas da bandeira portuguesa estão à venda em todo o País com os símbolos nacionais errados.
Em vez dos sete castelos que representam as sete localidades conquistadas por D. Afonso Henriques aos mouros, foram impressas imagens que, na melhor hipótese, serão pagodes chineses, ou antigos templos budistas.
Em montras de lojas, locais públicos, e nas casas dos adeptos estão a entrar milhares destas bandeiras embaladas sob o lema "equipamento oficial dos fãs de Portugal". Com o patrocínio de Luís Figo e da RTP.
Por aproximação, poderia concluir-se que a dita bandeira, à venda em hipermercados a um euro, fora fabricada na China. Mas nem a embalagem, nem o tecido da bandeira espalhada por esse País dentro reproduzem nenhuma etiqueta a designar o local onde foram produzidas. A nove dias do início do Campeonato da Europa, a confusão dos símbolos regressou ao debate futebolístico.
Pelo contrário, a bandeira oficial da UEFA, à venda nas lojas oficiais do Euro'2004 a 16,30 euros, está por agora isenta de equívocos, apesar de na respectiva embalagem pode ler-se "Made in China". Pelo visto, uma produção a baixo custo.
Sobre os símbolos, resta saber que: as cinco quinas, também denominadas cinco chagas de Cristo, representam os cinco reis mouros que D. Afonso Henriques derrotou na batalha de Ourique, em 25 de Julho de 1139, decisiva para a independência de Portugal; os sete castelos representam as localidades fortificadas que o primeiro rei de Portugal conquistou ao mouros; e a esfera armilar, o Mundo que os portugueses descobriram nos séculos XV e XVI, além dos povos com que trocaram ideias e comércio.